Mato Grosso
Corrida da Justiça e Cidadania de Rondonópolis de 2026 ganha versão infantil
Mato Grosso
Sucesso entre os adultos, a Corrida da Justiça e Cidadania de Rondonópolis terá neste ano uma versão voltada exclusivamente ao público infantil. Promovida pelo Fórum da Comarca de Rondonópolis, a 1ª Corrida Kids da Justiça e Cidadania acontecerá no dia 15 de agosto e deve reunir 250 crianças e adolescentes em uma tarde de esporte, diversão e integração social.“A Secretaria de Ação Social e a Secretaria de Esportes de Rondonópolis vão indicar essas 150 crianças, de 2 a 12 anos. É uma forma de promovermos a inclusão social e garantirmos que aqueles que não conseguem pagar esse valor também possam participar do evento, que é feito para a cidade e sua população”, explica a diretora do fórum, juíza Aline Quinto Bissoni.
Assim como a 2ª Corrida da Justiça e Cidadania, a Corrida Kids também será realizada com o objetivo de arrecadar recursos financeiros para doação à Escola Louis Braille. A instituição atende pessoas com deficiência visual ou múltiplas deficiências, de todas as idades.
Largada e faixas etárias
A 1ª Corrida Kids da Justiça e Cidadania tem largada marcada para as 15h, em frente ao Fórum Desembargador William Drosghic. No total, serão cinco modalidades, separadas pelas seguintes faixas etárias: 2 a 3 anos (40 metros); 4 a 5 anos (60 metros); 6 a 7 anos (150 metros); 8 a 10 anos (300 metros); 11 a 12 anos (400 metros).
A corrida terá caráter participativo, educativo e recreativo, não havendo classificação oficial por tempo, premiação em dinheiro, troféus ou distinção por colocação. Dessa forma, todos que concluírem o percurso receberão medalha de participação, entregue pela organização ao final da respectiva bateria.
“Além da corrida, o local contará com serviços como o consultório oftalmológico da Justiça Comunitária e outros que estamos fazendo parcerias. É importante destacar que, mesmo ocorrendo um dia antes, a Corrida Kids integra a programação oficial da 2ª Corrida da Justiça e Cidadania de Rondonópolis”, destaca a juíza.
Parceria
A 1ª Corrida Kids da Justiça e Cidadania de Rondonópolis também conta com parceria da Feconseg-MT. Além de auxiliar na organização, a entidade também é responsável por receber os recursos da corrida e transferi-los para as entidades beneficiadas, com a devida prestação de contas públicas.
A Feconseg-MT é uma entidade civil sem fins lucrativos, criada em 2016 (formalizada em 2017), que unifica e fortalece os Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg) em todo o estado. A entidade atua em conjunto com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP-MT) para promover a prevenção à criminalidade.
Além de ajudar os Conselhos Comunitários na promoção de colaborações entre comunidade, polícia e judiciário, a Federação do Conselhos atua ainda no desenvolvimento de projetos sociais de prevenção à violência, monitoramento comunitário e suporte para parcerias na aquisição de equipamentos de segurança, como câmeras de monitoramento.
Autor: Bruno Vicente
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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