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Palmeiras e Santos empatam em clássico marcado por despedida do Allianz Parque e gol anulado no fim

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Palmeiras e Santos ficaram no empate por 1 a 1 na noite deste sábado (02.05), em um clássico movimentado que marcou a última partida do Verdão no estádio antes da mudança oficial de nome. O confronto, válido pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, teve gols de Rollheiser para o Santos e Flaco López para os mandantes, além de um tento anulado nos acréscimos que poderia ter dado a virada ao time alviverde.

O jogo marcou também o retorno de Paulinho aos gramados após mais de 300 dias afastado por lesão.

Despedida do Allianz Parque

A partida entrou para a história como o último jogo do Palmeiras no estádio com a nomenclatura Allianz Parque. A partir dos próximos dias, o local passará a carregar um novo nome após a aquisição dos naming rights pela Nubank. A escolha, definida por votação da torcida, será anunciada oficialmente na segunda-feira.

O empate não agradou plenamente nenhuma das equipes. O Palmeiras chegou a 33 pontos e assegurou a liderança por mais uma rodada, mas pode ver sua vantagem diminuir caso o Flamengo vença o Vasco neste domingo.

O Santos, por sua vez, somou 15 pontos e deixou provisoriamente a zona de rebaixamento. No entanto, depende de tropeços de Atlético-MG e Internacional para encerrar a rodada fora do Z4.

O jogo

O Palmeiras iniciou a partida com mais volume ofensivo e criou a primeira boa chance aos 10 minutos, quando Arthur recebeu passe de Marlon Freitas e finalizou forte, mandando para fora. O Santos respondeu pouco depois, em chute de Rollheiser defendido por Carlos Miguel.

Aos 23, o Peixe quase marcou quando Rollheiser encontrou Gabigol na área, mas Murilo apareceu no momento certo para travar a finalização. O gol santista saiu aos 25: Rollheiser arriscou de fora e acertou a trave antes da bola morrer no fundo da rede.

O Palmeiras tentou reagir ainda no primeiro tempo. Arias teve grande oportunidade aos 37, cara a cara com Brazão, mas parou no goleiro santista. Gómez e Mauricio também chegaram perto na sequência da jogada, mas desperdiçaram.

Segundo tempo

Logo no início da etapa final, o Santos quase ampliou com Barreal, que recebeu de Rollheiser e finalizou para fora. A equipe visitante manteve o ritmo ofensivo até os cinco minutos, quando Carlos Miguel salvou o Palmeiras em chute de Igor Vinícius.

A reação palmeirense veio aos 18 minutos. Allan recuperou bola, acionou Andreas Pereira pela direita, e o meia cruzou para Flaco López empatar.

O Verdão buscou a virada e quase conseguiu em finalização de Paulinho aos 38, que passou perto da trave. Aos 41, Arias também obrigou Brazão a trabalhar. Luis Pacheco ainda assustou o goleiro santista em chute frontal.

A grande polêmica veio nos acréscimos. Allan finalizou da entrada da área e a bola desviou em Arias, enganando Brazão e balançando a rede. Após revisão no VAR, Claus anulou o gol ao identificar toque no braço do colombiano.

Próximos jogos

Palmeiras
Sporting Cristal-PER x Palmeiras – Copa Libertadores
Data: 05/05 (terça-feira), às 19h
Local: Estádio Alejandro Villanueva, Lima

Santos
Deportivo Recoleta-PAR x Santos – Copa Sul-Americana
Data: 05/05 (terça-feira), às 21h30
Local: Estádio Río Parapití, Pedro Juan Caballero

FICHA TÉCNICA
Palmeiras 1 x 1 Santos
Competição Campeonato Brasileiro (14ª rodada)
Local Allianz Parque, São Paulo (SP)
Data 02 de maio de 2026 (domingo)
Horário 18h30 (de Brasília)
Público 41.282 pessoas
Renda R$ 3.997.352,77
Cartões Amarelos Luis Pacheco (Palmeiras); Gabriel Brazão (Santos)
Cartões Vermelhos Nenhum
Arbitragem Árbitro: Raphael Claus (SP); Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP), Evandro de Melo Lima (SP); VAR: Diego Pombo Lopez (BA)
Gols Rollheiser, 25′ 1ºT (Santos); Flaco López, 18′ 2ºT (Palmeiras)
Palmeiras Carlos Miguel; Khellven (Allan), Gustavo Gómez (Emiliano Martínez), Murilo e Arthur; Marlon Freitas, Andreas Pereira (Luis Pacheco), Lucas Evangelista (Sosa) e Mauricio (Paulinho); Arias e Flaco López. Técnico: João Martins (auxiliar)
Santos Gabriel Brazão; Igor Vinicius, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Escobar; Oliva (Willian Arão), João Schmidt, Gabriel Bontempo (Zé Rafael) e Rollheiser (Mateus Xavier); Gabigol (Rony) e Barreal (Moisés). Técnico: Cuca

Fonte: Esportes

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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