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Oficinas beneficiam 219 mulheres no Espaço MP por Elas

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As oficinas do Espaço MP por Elas, instalado no piso 1 do Pantanal Shopping, em Cuiabá, já beneficiaram 219 mulheres até esta quarta-feira (1º). Voltadas exclusivamente ao público feminino, as capacitações reforçam a busca pela autonomia financeira, sobretudo para mulheres em situação de vulnerabilidade e vítimas de violência doméstica e familiar. Ao ampliar oportunidades de renda, o projeto fortalece um dos principais caminhos para romper o ciclo da violência e reconstruir vidas com dignidade e independência.A sala conta com uma programação especial que reúne a exposição do Memorial Observatório Caliandra, com fotografias de mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso, e uma série de ações de orientação, conscientização e sensibilização sobre o enfrentamento à violência doméstica. O espaço também promove atividades de acolhimento e incentivo à autonomia econômica e emocional das participantes.Até esta quarta-feira (1º), foram realizadas oficinas de preparação para o mercado de trabalho, Defesa Pessoal (Krav Maga), Hydralabial, Buço e Depilação Facial, Tranças – Projeto Amarracabelo, Marketing Digital (com gestão de redes sociais e edição de vídeo com uso de IA), além de capacitações em Brow Lamination e Design de Sobrancelhas e no programa Mulher que Nutre Mais.“Cada oficina, cada ação formativa e cada momento de acolhimento têm como objetivo ampliar oportunidades reais de geração de renda e fortalecer a autoestima das participantes. Quando criamos condições para que as mulheres conquistem independência financeira, estamos não apenas abrindo portas, mas também garantindo que elas possam reconstruir suas histórias com liberdade, dignidade e segurança”, destacou a subprocuradora-geral de Justiça Administrativa, Januária Dorilêo.A programação do espaço segue até 17 de abril, sempre das 13h às 19h, de segunda a sexta-feira.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Réu é condenado por feminicídio contra mulher transexual

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A Justiça condenou, nesta quarta-feira (15), Jorlan Cristiano Ferreira a 13 anos e seis meses de reclusão pelos crimes de feminicídio, fraude processual e ocultação de cadáver, em julgamento realizado pelo Tribunal do Júri de Lucas do Rio Verde (a 354 km de Cuiabá).
Durante o julgamento os jurados reconheceram que o homicídio foi praticado por razões da condição feminina da vítima, Mayla Rafaela Martins, mulher transexual, caracterizado pelo menosprezo e pela discriminação de gênero, o que configurou a qualificadora do feminicídio.
O Ministério Público apontou que o crime foi motivado por sentimento de posse do réu diante da recusa da vítima em manter um relacionamento.
O promotor de Justiça Samuel Telles Costa, que atuou no plenário do júri, destacou que a decisão representa um avanço no enfrentamento da violência de gênero e na aplicação do princípio da igualdade material.
“O reconhecimento do feminicídio neste caso, que teve como vítima uma mulher transexual, representa um passo importante no fortalecimento da igualdade material e no enfrentamento de todas as formas de violência de gênero. A decisão do júri reafirma que crimes motivados por discriminação e menosprezo à condição feminina não serão tolerados”, afirmou.
O crime ocorreu na madrugada de 16 de janeiro de 2024, nos fundos de um estabelecimento comercial localizado no bairro Parque das Emas, em Lucas do Rio Verde. A vítima foi morta com golpes de arma branca. Na tentativa de ocultar o crime, o réu limpou o local, descartou pertences pessoais da vítima e transportou o corpo até uma área rural, onde o cadáver foi deixado em uma lavoura no município de Sorriso.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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