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Cultura de Governança é tema da abertura de curso no MPMT

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) deu início, nesta quarta-feira (11), ao curso de extensão “Governança no MPMT: O que você precisa saber!”, iniciativa que integra o projeto Governança no MPMT e busca fortalecer a cultura institucional de tomada de decisões consistentes, alinhadas às diretrizes estratégicas e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 16. Durante a abertura, a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão e coordenadora do projeto, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, ressaltou a essência da governança pública e sua relação direta com a entrega de resultados efetivos à sociedade. “Nós sabemos que nas instituições públicas e também nas privadas, bons resultados não acontecem por acaso. Eles são frutos de decisões muito bem tomadas, decisões sobre prioridades, projetos, ações e iniciativas. E vejam quantas decisões nós tomamos todos os dias”, observou. A subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão enfatizou que a governança pública se sustenta na tríade avaliar, direcionar e monitorar. “Governança não é burocracia, é exatamente aquilo que diferencia uma instituição que apenas age de uma instituição que entrega resultados efetivos”, disse. O coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF), Escola Institucional do MPMT, promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, destacou a relevância da iniciativa para o aprimoramento da gestão pública dentro do Ministério Público. “A todos que comparecem a esse curso, eu quero dizer da alegria do CEAF em poder participar como parceiro deste projeto idealizado pela Subprocuradoria, voltado para esta capacitação na área de gestão. Eu quero dizer da importância também como um curso que abordará o objetivo de fortalecer a cultura institucional de governança, promovendo um maior alinhamento estratégico com transparência, eficiência administrativa, uma capacidade de entrega de resultados à sociedade”, afirmou. O primeiro webinar do curso teve como tema “Liderança e Cultura Organizacional” e foi ministrado pelo professor Victor Lima Ferreira Barbalho, especialista em Gestão Estratégica de Pessoas. Ele apresentou conceitos essenciais para compreensão da governança no setor público e destacou o papel transformador da liderança. “Este é um momento para nivelar alguns conceitos e permitir que a gente fale sobre o tema com mais propriedade. Vamos entender como a liderança pública transforma estratégia, estruturas e cultura em valor público e confiança institucional”, explicou. O palestrante também reforçou a importância de diferenciar, mas integrar, os conceitos de liderança, gestão e governança. “São assuntos que se integram. Às vezes, dá a impressão de que se sobrepõem, mas é importante compreender que cada um tem seu lugar e como se articulam para produzir resultados concretos para a sociedade.”Curso de extensão – O projeto Governança no MPMT integra o planejamento estratégico 2024–2031 e já avançou com o diagnóstico institucional por meio do instrumento IESGO, utilizado nacionalmente para medir a maturidade em governança.O curso segue até o dia 6 de maio, com vagas ilimitadas e participação aberta a todos os públicos internos do MPMT. As próximas aulas darão continuidade ao aprofundamento dos marcos normativos, práticas e mecanismos de governança que sustentam uma atuação moderna, estratégica e orientada para resultados.A formação, composta por oito webinars realizados sempre das 9h às 11h, é destinada a membros, servidores, estagiários, residentes e colaboradores da instituição, com carga horária de 16 horas e certificação para quem obtiver 75% de participação.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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TJMT e TVCA promovem fórum “Destinos Roubados: a epidemia do feminicídio”

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A imagem mostra cinco mulheres e um homem sentados em cadeiras brancas num palco. Todos vestem roupas formais e têm pele clara. O homem é o juiz Marcos Terêncio, que veste terno escuro e usa óculos de grau. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a TV Centro América (TVCA), realizou nesta sexta-feira (29), em Cuiabá, o fórum “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”. O evento ocorreu no auditório da emissora e reuniu representantes do sistema de Justiça, forças de segurança, instituições públicas e especialistas para discutir ações de enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso.

O encontro integrou o encerramento do projeto jornalístico especial “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”, série documental composta por cinco reportagens sobre violência doméstica, feminicídio e os impactos sociais provocados por esse tipo de crime. O trabalho foi dirigido pela jornalista Ariane Locatelli.

Representando o TJMT no fórum, participaram dos debates os magistrados da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, juiz titular Marcos Agostinho Terêncio e a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.

Rede de enfrentamento e prevenção

Durante o encontro, foram discutidos os principais desafios da rede de enfrentamento à violência doméstica, o acolhimento às vítimas, medidas de prevenção, atendimento aos órfãos do feminicídio e a integração entre as instituições.

A imagem mostra a juíza Ana Graziela falando ao microfone durante entrevista para a TV Justiça. Ela é uma mulher de pele clara, cabelos lisos e loiros e olhos escuros. Veste roupa preta. A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa destacou que o fórum reuniu toda a rede de enfrentamento para refletir e, ao final, elaborar uma carta de compromissos com o objetivo de modificar a realidade da violência contra a mulher no estado.

Para ela, o fortalecimento das redes é fundamental para ampliar a proteção às vítimas. “Sozinho ninguém consegue resolver o problema da violência doméstica. Hoje, dos 142 municípios de Mato Grosso, 123 já possuem redes de enfrentamento instaladas. Esse é um espaço para fortalecer vínculos, promover maior engajamento e qualificar o atendimento prestado às mulheres”, ressaltou.

A magistrada também enfatizou a importância de ações preventivas e do trabalho voltado aos autores de violência doméstica. “Não adianta tratar apenas das mulheres. É preciso trabalhar também com o autor da violência. O homem que participa dos grupos reflexivos dificilmente volta a delinquir”, explicou.

Ana Graziela destacou ainda iniciativas desenvolvidas pelo Poder Judiciário e parceiros, como o projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, palestras sobre a Lei Maria da Penha nas escolas e capacitações realizadas com professores da rede pública. “Precisamos trabalhar desde cedo com as crianças e adolescentes para construir relações pautadas no respeito e impedir que novos casos de violência cheguem ao sistema”, concluiu.

Responsabilização e conscientização

A imagem mostra o juiz Marcos Terêncio durante sua participação no debate sobre violência doméstica. Ele é um homem de pele clara, cabelos grisalhos nas temporas, olhos escuros e usa óculos de grau. Está segurando o microfone com a mão direita. Veste terno e gravata pretos e camisa branca. O juiz Marcos Terêncio destacou que o enfrentamento à violência doméstica passa pela responsabilização dos agressores, mas também por ações de conscientização e transformação de comportamento.

O debate conduzido por ele no fórum abordou “a responsabilidade penal dos agressores, tanto pela punição propriamente dita, quanto pelos sistemas de autorresponsabilização”. Ele citou os Grupos Reflexivos para homens, desenvolvidos pelo Judiciário.

“A intenção é diminuir a reincidência, demonstrando, de um lado, que a punição é certa e célere e, de outro, fazer com que esses homens reflitam sobre a violência, o machismo enraizado e os impactos causados às vítimas e às próprias famílias”, afirmou.

O magistrado também ressaltou a importância da abordagem adotada durante a série exibida pela emissora. “As narrativas são dramáticas, mas não sensacionalistas. O protagonismo é da mulher. O agressor não deve ser o protagonista da história, mas precisa reconhecer o seu papel e compreender o que a violência causa para todos ao seu redor”, completou.

Parceria institucional

A imagem mostra o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa. Ele é um homem de pele clara, cabelos loiros curtos, olhos azuis e barba por fazer branca. O diretor veste camisa social azul clara. Atras dele aparece o palco do auditório da emissora. Para o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa, o enfrentamento à violência contra a mulher exige mobilização permanente da sociedade e atuação conjunta das instituições.

De acordo com ele, a parceria com o TJMT fortalece o debate e amplia a capacidade de mobilização social. “A Justiça é fundamental nesse processo. A melhor parceria possível é ter o TJ encabeçando a organização desse evento e trazendo outros players para essa discussão. É assim que vamos transformando a sociedade, mudando pensamentos e garantindo mais segurança para as mulheres, principalmente por meio da educação”, destacou.

Do luto à luta

Alenir Gomes da Silva, mãe de uma vítima de feminicídio, participou da série documental. Aline tinha 20 anos e um filho de quatro anos quando foi morta pelo marido, em 2020.

“Ela tentava sair da relação, mas não conseguia. Muitas coisas ela não contava porque tinha medo dele. Eu tentei registrar boletim de ocorrência, mas naquela época diziam que quem precisava denunciar era a vítima”, relembrou.

Ao defender a importância de dar visibilidade aos casos de violência doméstica, Alenir explicou que decidiu participar da série para conscientizar outras mulheres e famílias. “Enquanto eu continuar falando, divulgando, alguém vai cair na real e perceber os sinais. É importante que ninguém esqueça.”

Ela também ressaltou a necessidade de investir em educação e prevenção desde a infância. “Tem que começar cedo, na escola, conscientizando meninos e meninas sobre respeito e sobre como a violência começa”, disse.

A imagem mostra o auditório da TVCA lotado com a plateia do fórum Destinos Roubados. A maioria da audiência é composta por mulheres. Carta de Compromisso Institucional

Ao final do fórum, as instituições participantes construíram uma Carta de Compromisso Institucional com propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate ao feminicídio no estado, que somente neste ano já registrou 18 feminicídios, deixando órfãs 22 crianças e adolescentes, além de 79 tentativas de feminicídio.

Série disponível no Globoplay

Os episódios da série “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio” estão disponíveis no aplicativo Globoplay, com as edições exibidas entre os dias 25 e 29 de maio no telejornal Bom Dia MT.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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