Sorriso
Encantos da Gastronomia contabilizou 38 inscritos em Sorriso
Sorriso
Tradição, cultura e identidade acompanham os sabores por trás das delícias da comunidade. Esse é o diferencial do Encantos da Gastronomia que somou 38 inscritos em Sorriso. A partir da próxima semana, nos dias 24 e 25, uma comissão avaliará os pratos e elegerá 10 para a próxima etapa do concurso que elegerá o prato que terá como referência a identidade da capital do agronegócio brasileiro.
Participam da seleção empresas locais do ramo e moradores da cidade e um dos requisitos básicos é o prato concorrente tenha sua história ligada às raízes do município, um descritivo da receita e a justificativa do por que deve ser o escolhido. ““Esse é um evento muito especial; é um concurso para juntos chegarmos ao prato que reflete a história de Sorriso”, avalia a primeira-dama e gestora da Secretaria da Mulher e da Família (Semfa), Mara Fernandes.
Essa é a terceira edição do projeto desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Mato Grosso (Senac-MT), o qual foi criado para fomentar o turismo do estado pela culinária local. Em Sorriso, a Administração Municipal é parceira do projeto.
“É satisfatório ver que todas as edições do Encantos da Gastronomia foram marcadas por forte participação da comunidade e resultados que realmente impactaram as regiões por onde passou. O concurso valoriza a identidade local, movimenta a economia e fortalece o turismo, mostrando como a gastronomia é capaz de preservar histórias e gerar oportunidades. Convidamos os empresários e moradores de Sorriso a se inscreverem e fazerem parte dessa celebração dos sabores da região”, afirma o diretor regional do Senac-MT, Edson Dahmer.
Concurso
Encantos é dividido em três etapas: triagem e seleção, execução da receita e votação popular. Na primeira fase, com base nos documentos enviados, a comissão julgadora irá selecionar dez pratos levando em consideração originalidade, criatividade e relevância cultural.
Na segunda etapa, os semifinalistas irão desenvolver a ficha técnica do prato e executá-lo com apoio de um chef de cozinha. A comissão julgadora fará a degustação e avaliação dos pratos, escolhendo três finalistas.
A terceira e última fase é a escolha do campeão. Os finalistas vão à votação popular (online) e o grande vencedor é revelado na festa de encerramento do concurso gastronômico.
O Sistema S do Comércio é presidido pelo empresário José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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