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Polícia Civil deflagra Operação Sinal Cortado contra empresa de fachada usada por facção em Cuiabá
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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (12.2), a Operação Sinal Cortado, em que foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, tendo como alvo uma loja de comércio de aparelhos celulares que funcionaria como empresa de fachada para uma fação criminosa, em Cuiabá.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Garantias da Capital.
De acordo com o Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, responsável pela investigação, o grupo utilizava a loja de comércio de celulares como uma empresa de fachada, com o papel de comercializar aparelhos a integrantes de uma facção criminosa, os quais, posteriormente, promoviam a inserção desses dispositivos eletrônicos no ambiente prisional, inclusive por meio do uso de drones. Além disso, a estrutura criminosa também estaria envolvida no comércio ilegal de armas de fogo.
Conforme a investigação, no esquema ilícito, havia integrantes responsáveis pela intermediação desse sistema e outros que eram encarregados diretamente de proceder a destinação dos aparelhos aos detentos, integrantes do grupo criminoso, dentro dos presídios.
O objetivo das buscas e apreensões domiciliares era localizar e arrecadar aparelhos celulares em posse dos investigados, bem como veículos automotores, joias, elevados valores em espécie, aparelhos eletrônicos vinculados à loja de fachada e outros bens de alto valor, visando a descapitalização do grupo e o fortalecimento das provas colhidas na investigação.
Além da arma de fogo, foram apreendidos munições, dinheiro em espécie a contabilizar, aparelhos celulares sem procedência, dezenas de comprimidos de drogas sintéticas e quatro veículos automotores. Duas pessoas foram conduzidas até a Derf, em flagrante, para a realização dos procedimentos legais cabíveis.
A operação contou com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil e do Canil do Canil do Serviço de Operações Especiais (SOE) da Polícia Penal.
Operações continuadas
Neste ano de 2026, a Polícia Civil iniciou as ações do planejamento estratégico inseridas na Operação Pharus, que integra o Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Referência ao nome
“Pharus” evoca a imagem de uma estrutura imponente que projeta luz constantemente, atravessando a escuridão e alertando sobre os perigos ocultos. Transmite a mensagem de que o Estado é o ponto de referência seguro que orienta a sociedade e, ao mesmo tempo, expõe e sinaliza as ameaças criminosas, tornando-as visíveis e combatíveis.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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