Agricultura
Faltam 30 dias para a abertura oficial, mas a colheita 2026 já começou em dois Estados
Agricultura
Faltando cerca de 30 dias para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, as primeiras máquinas já entraram em campo no Brasil. Registros iniciais de colheita aparecem em áreas do oeste do Paraná e em regiões do médio-norte, leste e oeste de Mato Grosso, indicando que a safra começa a ganhar ritmo antes mesmo do marco oficial que tradicionalmente simboliza o início dos trabalhos em escala nacional.
O avanço ainda é pontual e concentrado, sobretudo em áreas com calendário mais antecipado e em lavouras irrigadas, mas o movimento reforça a percepção de um ciclo que evoluiu de forma relativamente rápida em parte das regiões produtoras. A expectativa é de que o avanço mais consistente da colheita ocorra ao longo de janeiro, à medida que as condições climáticas permitam maior entrada das máquinas nas áreas de sequeiro.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve colher 177,1 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, volume 3,3% superior ao do ciclo anterior. A projeção considera uma área plantada próxima de 49 milhões de hectares e sustenta o cenário de mais uma safra robusta, mesmo diante das adversidades climáticas registradas ao longo do desenvolvimento das lavouras.
O início da temporada foi marcado por períodos de calor intenso e por irregularidade na distribuição das chuvas em diferentes regiões do país. Ainda assim, a maior parte das lavouras apresentou evolução satisfatória até este momento. Técnicos ressaltam que perdas pontuais de rendimento podem ocorrer, especialmente em áreas mais afetadas pelo estresse hídrico, mas sem comprometer, até agora, o volume esperado de produção.
Neste estágio da safra, o clima segue sendo o principal fator de atenção. A definição do potencial produtivo, sobretudo nas áreas de sequeiro, ainda depende do comportamento das chuvas nos próximos meses. Janeiro e fevereiro serão decisivos para consolidar os índices de produtividade, enquanto áreas de plantio mais tardio podem estender essa definição até o início de março.
A expectativa do setor é que o avanço da colheita nas próximas semanas confirme o cenário positivo que começa a se desenhar no campo. A Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, marcada para o dia 30 de janeiro, em Porto Nacional (TO), deve marcar a consolidação desse movimento e o início efetivo da colheita em escala nacional, abrindo um novo ciclo para o mercado de grãos em 2026.
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.
A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.
O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.
A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.
“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.
“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.
Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.
Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.
Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.
Fonte: Pensar Agro
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