Mato Grosso
Polícia Civil cumpre dois mandados de busca e apreensão em Mato Grosso em apoio à Polícia Civil de Goiás
Mato Grosso
A Polícia Civil de Mato Grosso, em apoio a de Goiás, deu cumprimento a dois mandados de busca e apreensão, um em Várzea Grande e outro em Tangará da Serra, com a deflagração da “Operação Falso Voo”, nesta segunda-feira (22.12).
Os alvos, uma jovem de 23 anos e um outro de 21 anos, são investigados pelo crime de estelionato, praticados em Goiás (GO), por meio de uma ação criminosa conhecida como “golpe do terceiro intermediário”.
Na operação foram apreendidos dois aparelhos celulares, um em cada alvo. O material será encaminhado à Polícia Civil de Goiás.
O golpe
A ação criminosa consiste em uma negociação de um bem (móvel ou imóvel), em que a vítima comercializa o produto, mas acaba sofrendo prejuízo, em razão da ação dos criminosos, que agem como “falsos intermediários” na compra ou venda do bem. No caso investigado, a vítima, de 79 anos, negociou a venda de uma aeronave de sua propriedade, sofrendo um prejuízo financeiro estimado em R$ 150 mil reais.
Ação conjunta
A investigação realizada pela Polícia Civil de Goiás identificou o envolvimento de quatro pessoas vinculadas aos fatos, duas delas residentes em Mato Grosso.
No curso do inquérito policial, foi apresentada representação, que resultou no deferimento de mandados de busca e apreensão pela Justiça de Goiás.
Em Várzea Grande, a ação policial foi realizada pela Delegacia Especializada de Estelionato e, em Tangará da Serra, pela Delegacia Regional.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Desembargadora compartilha reflexões sobre “Comunicação Não Violenta” com adolescentes
A presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva ministrou, na manhã desta sexta-feira (7), a palestra “Comunicação Não Violenta” para adolescentes participantes do projeto “15 Anos Solidário: Realizando Sonhos, Construindo Cidadania”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Nossa Senhora do Livramento.O encontro foi realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município e reuniu 47 adolescentes que completam 15 anos em 2026 e integram a quarta edição da iniciativa. O projeto tem como objetivo promover o desenvolvimento pessoal e social das adolescentes, fortalecer a autoestima, superar situações de vulnerabilidade e incentivar o protagonismo juvenil por meio de atividades realizadas ao longo do ano.
Durante a palestra, a desembargadora explicou que a Comunicação Não Violenta propõe um diálogo baseado em quatro pilares: observar sem julgar, reconhecer sentimentos, identificar necessidades e formular pedidos claros. Segundo a magistrada, essa prática ajuda a construir relações mais respeitosas e empáticas.
“É o terceiro ano que fomos convidados e tem sido muito prazeroso participar desse projeto. Queremos proporcionar a essas meninas um momento para pensar no futuro e acreditar nos próprios sonhos. A Comunicação Não Violenta é uma ferramenta que faz diferença na vida de qualquer ser humano, especialmente de quem está nos verdes anos da juventude”, afirmou.Na sequência, as debutantes participaram de Círculos de Construção de Paz, com atividades voltadas ao autoconhecimento e à construção de projetos de vida. “Hoje o ser humano sente muito a falta de ser escutado. Uma das grandes bandeiras dos Círculos de Construção de Paz é justamente aprender a ouvir com atenção, respeito e foco na paz”, acrescentou a desembargadora.
Para a secretária municipal de Assistência Social, Elizabeth Oliveira, a presença da magistrada representa inspiração para as adolescentes. “Trazer a desembargadora Clarice para falar com essas meninas é muito significativo. Ela tem uma história de vida simples e hoje ocupa um espaço de destaque no Judiciário. Isso mostra às adolescentes que elas também podem sonhar e conquistar seus objetivos”, disse.
Participante do projeto, a estudante Thaiany Acosta, de 15 anos, contou que saiu do encontro mais confiante em relação ao futuro. “Foi muito gratificante e motivador. Quero lembrar desse momento lá na frente e usar isso como um degrau para alcançar meus sonhos. Pretendo ser advogada criminalista ou arquiteta paisagista e ajudar outras meninas a persistirem nos próprios sonhos”, comentou.
Já a estudante Geovana Ranyelly, também de 15 anos, ressaltou o aprendizado sobre diálogo e paciência. “A roda de conversa foi maravilhosa, nós conversamos muito. Também aprendi sobre comunicação não violenta, a ter um pouco mais de paciência, saber conversar e me comunicar, e isso me motiva muito. Meu sonho é fazer faculdade. Quero me formar em Agronomia ou ser uma grande empresária”, pontuou.-
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