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Sorriso comemora Expedição 163 que celebra a entrega de 130 quilômetros da duplicação da rodovia

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É o maior volume de entregas de obras rodoviárias no país em 2025. São 260 km de duplicação da rodovia já entregues

“Um momento histórico para o Mato Grosso”. É dessa forma que o prefeito de Sorriso, Alei Fernandes, comemora a Expedição 163 realizada pelo Governo de Mato Grosso e a Nova Rota do Oeste que celebra a entrega de mais 130 quilômetros de pista duplicada e quatro viadutos na BR-163, entre Cuiabá e Sinop.

Desde o início desta manhã, 18 de dezembro, uma comitiva liderada pelo governador do Estado, Mauro Mendes, percorre o trecho que é entregue. O grupo saiu de Sinop (km 817), e seguirá até Nova Mutum, em comitiva, passando pelos principais trechos em obras e já concluídos, com três paradas programadas. A cerimônia oficial de entrega e a finalização da Expedição 163 estão marcadas para logo mais, às 14 horas, no Posto Rodobrás Inpasa, em Nova Mutum (km 603 da BR-163).

Os 130 quilômetros de pista nova estão distribuídos ao longo da BR-163 e integram oito contratos de duplicação, que somam R$ 4,1 bilhões em investimentos. São 260 km de duplicação da rodovia já entregues. Conforme a concessionária Nova Rota do Oeste e o governo do Estado, este é o maior volume de entregas de obras em rodovia federal concluído em todo o território nacional em 2025.

Alei reforça que a duplicação é uma conquista regional. “É o resultado de anos de diálogo, mobilização e atuação conjunta de todo o Norte de Mato Grosso. Vivemos em uma região que depende da BR para escoar a produção, a duplicação é uma ferramenta essencial para preservamos vidas, diminuirmos o número de acidentes; é um momento histórico”, salienta.

Também integram a comitiva do governador Mauro Mendes, o presidente do Conselho de Administração da Nova Rota do Oeste, Cidinho Santos; o diretor-presidente da concessionária, Luciano Uchoa; o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio; os diretores da ANTT Severino Medeiros Ramos Neto e Alex Antonio de Azevedo Cruz; a diretora de Infraestrutura do BNDES, Luciana Costa; além de representantes da sociedade civil organizada e da classe política.

Além de Alei, o vice-prefeito Acácio Ambrosini e demais secretários municipais acompanharam a passagem da Expedição 163 por Sorriso.

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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