Política
Sessão especial homenageia fiéis da Igreja Batista Nacional
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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou sessão especial na noite desta terça-feira (16) para homenagear 92 personalidades com honrarias. A iniciativa foi da deputada Janaina Riva (MDB), que concedeu títulos de cidadão mato-grossense e moções de aplausos para 92 pessoas da Igreja de Convenção Batista Nacional (IBN).
A parlamentar considera de suma importância reconhecer o trabalho das instituições religiosas, como as igrejas nas comunidades de Mato Grosso. “É com grande satisfação que acompanho as iniciativas desta Assembleia em valorizar as igrejas, notadamente no âmbito social. Hoje, ao homenagear a Convenção Batista Nacional, seus líderes, pastores e missionários, reconhecemos a diferença que fazem na vida dos mais vulneráveis, das famílias em situação de fragilidade e daqueles que buscam resgatar seus valores”, destacou Janaina.
Para ela, o trabalho em prol de indivíduos com dependência química e ainda o apoio a crianças e jovens, promovendo um futuro promissor através da capacitação e do estímulo aos valores familiares, são exemplos notáveis.
“Trazer as igrejas para o reconhecimento desta Casa Legislativa é dar visibilidade a um trabalho essencial que, sem dúvida, complementa as ações do estado e, em muitos casos, alcança pessoas onde o poder público não consegue chegar”, apontou Janaina.
A deputada entende que, em 2026, a polarização e a amplificação do discurso de ódio nas redes sociais representarão um desafio para as igrejas no país.
“As igrejas desempenham um papel pacificador. A polarização, em qualquer contexto, não é benéfica. Vejo as igrejas como um ambiente seguro para o exercício do amor ao próximo, do respeito e da tolerância às diferentes opiniões, acolhendo a todos sem distinção. As igrejas devem, portanto, ser promotoras da paz. Esta é, sem dúvida, a mensagem central da Bíblia e a base da maioria das igrejas que conheço e que valorizamos. As igrejas possuem um papel fundamental na construção de uma sociedade mais justa”, explicou Janaína.
Entre os homenageados, o paraibano do município de Pombal, Luis Almeida Pereira, recebeu o Título de Cidadão Mato-grossense pelos serviços prestados ao longo dos 32 anos de residência em Mato Grosso.
“Para mim, é motivo de grande satisfação. Cheguei ao Mato Grosso há mais de três décadas. Tenho trabalhado e servido ao reino de Deus no distrito da Guia, na Igreja Batista Nacional. É com alegria que recebemos este título, que consideramos de grande importância. A busca por trabalho e emprego me motivou a vir para cá. Aqui construí minha família, casei-me e somos casados há 25 anos. Temos uma filha de 23 anos. Amamos Mato Grosso”, citou ele.
Também agraciada com o Título de Cidadã Mato-grossense, a paraibana Lucineide de Araújo ficou emocionada com a honraria e expressou profunda gratidão, enfatizando a importância do reconhecimento recebido.
“Cheguei em Mato Grosso em 2000, após o casamento. Fui muito bem acolhida num estado que tem lugar de oportunidades para todas as pessoas. O título representa um reconhecimento que me incentiva a contribuir para o desenvolvimento do estado, seja por meio de trabalhos na igreja, focados na transformação de vidas, ou em outras iniciativas”, afirmou ela.
O pastor Carlos Prado recebeu Moção de Aplausos e destacou o trabalho realizado na igreja, como reconhecimento para a conquista da homenagem.
“O trabalho de todo e qualquer pastor, principalmente daqueles que atuam aqui dentro do estado, tem uma relevância muito grande, porque à medida que a gente trabalha com essa educação, que a gente chama redentiva, a gente transforma a vida das pessoas. Então eu entendo que é um reconhecimento, principalmente daqueles que já estão aí na casa dos 70 anos, são anos e anos dedicados a transformar a vida das pessoas, influenciando de maneira extremamente positiva a sociedade”, definiu ele.
Veja os homenageados:
Título de Cidadão Mato-grossense
Emerson Alves de Souza
Lucineide de Almeida Araújo Pereira
Luis Almeida Pereira
Moção de Aplausos
Adeguivaldo Silva de Jesus
Ademir de Oliveira Reis
Ailton Rodrigues da Silva
Alana Lenira da Silva Souza Porto
Aldriely Aparecida Macedo da Silva
Alencar Nunes Bernardino
Amanda Marques Pintado
Ana Luíza Bezerra da Silva
Ana Rita Guimarães Nunes
Anderson Papafanurakis
Anderson Santos Gonzaga
Breno Muller Neves da Silva
Carlos Alberto Figueiredo Prado
Claiton Oliveira Campos
Claiton Farias de Brito
Cleberson Oliveira de Deus
Daniel Alves de Assis
Daianne Vieira da Silva
Daniel Barredo Dorileo
Darley Gonçalves Ferreira
Dezenildo Paes da Silva
Edson Barbosa Ferreira
Edijane Ferreira do Nascimento Nogueira
Eduarda Miranda Severino de Moraes
Edmar Delgado Magalhães
Elder Mateus Estevão de Moraes
Euníce Nunes da Silva Ferreira
Evandro Leite Balduino
Franklin Lima Costa
Giovanice de Souza Nascimento da Silva
Gonzalo Ariel Escalante Mamane
Hélio de Oliveira Lima
Herito Carlos Nogueira
Hoédino Ribeiro da Silva
Isaac Vilela de Rezende
Jair Gerson Shulz
Jair Gerson Schulz
Jamilson Torres Santos
Joana Freitas de Souza
João Alexandre Santos Amorim
João Batista Vieira
João de Oliveira Filho
João Paulo da Silva
Jonathan Marcoski
José Luiz Ribeiro
José Maria de Andrade
Josias Martins de Almeida
Josué Ribeiro da Silva Nunes
Jucilene Medeiros da Silva
Laerson José da Silva
Lázaro Mory Benencase
Leandro Clemente Porto
Luciana da Silva Arruda Pereira
Luis Carlos da Silva
Luz Amélia de Pereira
Magno Sena Ferreira
Manoel Angelo Gonçalo Curado
Mardei Douglas Mendes Nazareth
Max Valério Daniel
Max Valério
Maxsoel Marcos Guilhen
Messias Barros dos Santos
Miriam da Silva Ferreira
Nasson Delgado de Arruda
Nota Jhina Oretea Flores
Odimara Silva Torres Santos
Olímpio Rosalino de Souza
Oziel Anselmo da Silva
Patricia Regina Oliveira Bernardino
Priscilla Maria Klos de Siqueira Silva
Renato Soares Pereira
Rodrigo França Ferreira
Ronael Bomdespacho da Silva
Roseane Aparecida de Campos Melo Santos
Rosimeire Aparecida de Campos Melo Nazaret
Rosimeire Gonzaga Fialho
Ruth Marques Benencase
Samara Clay de Resende
Sebastião Lúcio de Arruda
Sérgio Junior da Silva Moraes
Sônia Siqueira da Silva Mariano
Valdezir dos Santos
Valdinazia Silva Oliveira
Vilma Aparecida Gomes da Silva Souza
Walderson Mariano Silva Matos
Wanderson Cássio Souza Santos
Washington Santos Nascimento
Wellington Francisco Dias
Wellington Júnior de Arruda
Fonte: ALMT – MT
Política
Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza
“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Atendimento sem julgamentosDurante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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