Mato Grosso
Polícia Civil realiza Dia D da Operação Mobile e devolve quase 1,2 mil aparelhos celulares
Mato Grosso
A Polícia Civil realizou, nesta segunda-feira (15.12), o “Dia D” da Operação Mobile, que consistiu na devolução de 1.166 aparelhos celulares provenientes de roubos, furtos e comércio ilegal. A devolução é resultado dos trabalhos investigativos realizados no decorrer da operação, desencadeada pela Diretoria Metropolitana, por meio das Delegacias Especializadas de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá e de Várzea Grande; e da Diretoria do Interior, com auxílio das 13 Delegacias Regionais.
A entrega ocorreu concomitantemente em todo Mato Grosso. Em Cuiabá, também houve um evento simbólico no Palácio Paiaguás. Na ocasião, o governador do Estado, Mauro Mendes, entregou dez unidades a cidadãos que tiveram seu bem móvel restituído.
“Nós temos uma metodologia de trabalho que permite a inutilização e a recuperação desses celulares, desempenhada pela Polícia Civil. Com essa atuação firme da nossa instituição, nós estamos tornando praticamente inviável a ação desses criminosos, que não conseguem utilizar, não conseguem passar para frente esses aparelhos e nós estamos conseguindo fazer a recuperação, através da identificação desses celulares, graças à brilhante ação de investigação que a Polícia Civil tem realizado”, destacou o governador.
Aos residentes em Cuiabá e Várzea Grande, a entrega foi realizada no auditório da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). No interior do Estado, a entrega está sendo organizada conforme pelas Delegacias Regionais.
“Quando falei que ia registrar o boletim e que esperaria ter meu celular de volta, minha família toda zombou, dizendo que eu era ‘boba’ em pensar que a polícia iria atrás do meu celular. Dizia que ‘quem eu pensava que era para polícia perder tempo comigo’. Mas sempre acreditei na justiça. Sempre confiei no trabalho que a Polícia Civil desempenha, com responsabilidade e ética. As pessoas precisam acreditar mais no trabalho que os policiais desempenham”, disse a professora universitária Closeny Maria Soares Modesto, de 67 anos, agradecendo o trabalho da Polícia Civil. Ela teve seu aparelho roubado, em Várzea Grande, em novembro deste ano.
A Operação Mobile
A Operação Mobile é uma ação permanente da Polícia Civil, com o objetivo de rastrear, localizar e recuperar celulares furtados ou roubados; identificar autores de crimes patrimoniais e receptadores; combater o comércio ilegal desses aparelhos; aplicar medidas legais incluídas autuações, intimações, TCOs e prisões, bem como devolver os celulares às vítimas legítimas.
Autoridades presentes
No ato solene, estiveram presentes o secretário de Estado de Segurança, cel. César Roveri; delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel; o diretor da Diretoria Metropolitana da Polícia Civil, Wagner Bassi Junior; o diretor da Diretoria do Interior, Walfrido Franklim do Nascimento; a delegada da Derf-Várzea Grande, Elaine Fernandes; e o delegado da Derf-Cuiabá, Sylvio Ferreira.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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