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Polícia Militar realiza maior promoção de praças da história e forma novos soldados da corporação

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A Polícia Militar de Mato Grosso oficializou, na noite desta sexta-feira (12.12), a maior promoção de praças da história da instituição e a formatura dos alunos do 33º Curso de Formação de Soldados da corporação. A solenidade aconteceu na Arena Pantanal, em Cuiabá.

Foram promovidos 1.106 soldados da 30ª turma do CFSD ao posto de cabo. A promoção ocorre após uma medida anunciada pelo governador Mauro Mendes, em outubro deste ano, que destravou um processo que poderia levar até três anos para que todos pudessem ter suas promoções oficializadas. A medida também foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado.

Na solenidade, 204 alunos-soldados do 33º CFSD concluíram a formação, iniciada em abril deste ano, e se tornaram soldados da Polícia Militar, sendo destinados ao reforço do efetivo no interior do Estado.

O governador Mauro Mendes parabenizou todos os policiais militares promovidos na solenidade, destacando que este momento simboliza o fortalecimento da instituição e valoriza aqueles que estão diariamente nas ruas, protegendo famílias, combatendo o crime e garantindo a ordem pública em todos os 142 municípios de Mato Grosso.

“Esse é um momento histórico da Polícia Militar em seus 190 anos de criação. Há quase sete anos, nossa gestão conseguiu resgatar a confiança da população e reestruturar quase completamente a Polícia Militar, com mais de R$ 237,2 milhões em investimentos em obras, novas viaturas, entrega de armamentos de ponta e a valorização profissional dos nossos homens e mulheres que arriscam suas vidas para servir e proteger a população mato-grossense. O Governo do Estado segue firme no compromisso de fortalecer as forças de segurança”, declarou.

O vice-governador Otaviano Pivetta também parabenizou os policiais militares promovidos nesta noite, reforçando as importantes ações do governo estadual na Segurança Pública.

“Hoje, esse ato de promoção é um reconhecimento de um Estado que se preocupa com a sociedade. Parabenizo todos os promovidos e os novos soldados, assim como suas famílias, que compartilham dos sacrifícios dessa escolha. Que cada passo na carreira seja guiado pela honra, pelo profissionalismo e pelo amor a Mato Grosso”, discursou.

O secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM Cesar Roveri, destacou o empenho do Governo de Mato Grosso em valorizar a segurança pública e o efetivo militar, destravando vagas e processos de promoção que estavam atrasados em gestões anteriores.

“Quando nós levamos uma demanda justa e honesta, que ficou para trás por muito tempo, o senhor governador nos atendeu e acabou com um apagão de mais de 10 anos que estava nas nossas instituições, de promoções travadas, que impedia a progressão dos nossos policiais. Eu tenho certeza de que esses promovidos e novos soldados vão dar muito orgulho à instituição e à sociedade de Mato Grosso. Que Deus abençoe a carreira de todos e que sempre possam voltar para casa sãos e salvos”, pontuou o secretário.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, também agradeceu ao Governo do Estado pela promoção histórica dos novos cabos e enfatizou o compromisso dos policiais militares em defender a sociedade mato-grossense.

“Quando assumi o comando da Polícia Militar, eu recebi essa demanda de quase 1.200 soldados que, por causa de 15 dias, poderiam levar até três anos para se promoverem. Muito me orgulha do acesso que temos com o governador Mauro Mendes, o vice-governador Otaviano Pivetta e todos os nossos deputados, pelo fato de os senhores nos ouvirem e saberem o que realmente a nossa tropa precisa, confiando e acreditando nesses novos cabos e possibilitando a graduação deles. Aqui também estão mais 204 novos soldados que estão prontos para servir e proteger a sociedade. Isso é olhar para a segurança pública e desenvolver uma instituição, por isso os senhores estão sendo valorizados dentro da Polícia Militar”, finalizou o comandante-geral.

Na solenidade, o senador Jayme Campos e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi, foram agraciados com a comenda “Homens do Mato” da Polícia Militar de Mato Grosso. A honraria é o grau máximo concedido pela instituição e homenageia autoridades que prestam serviços relevantes para a corporação e para a segurança pública do Estado.

Ainda estiveram presentes na solenidade o deputado federal coronel Assis, o deputado estadual Elizeu Nascimento, o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, David Moura, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Flávio Gledson Vieira Bezerra, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, entre outras autoridades.

Fonte: Governo MT – MT

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Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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