Mato Grosso
TCE-MT presenteia 116 crianças de Várzea Grande em campanha Natal Solidário
Mato Grosso
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| Entrega de presentes da campanha Natal Solidário do TCE-MT. Clique aqui para ampliar |
Encerrando a campanha Natal Solidário, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) presenteou 116 crianças de 2 a 4 anos atendidas pelo Instituto Educacional Luz do Amanhã e Centro de Estudos e Assistência à Família (CEAF), em Várzea Grande, nesta sexta-feira (12). A ação é organizada pela Secretaria Executiva de Gestão de Pessoas, por meio do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NQVT), e conta com a participação de servidores das mais diferentes áreas de atuação.
“O Natal Solidário é uma campanha que representa o propósito do Tribunal de Contas de cuidar de pessoas. Por meio dessa ação, nós mostramos o olhar do servidor para além dos muros institucionais. É uma tradição já consolidada, que amplia nossas fronteiras e nos permite chegar cada vez mais longe”, destacou Nathália Sato, coordenadora do NQVT.
Com quase duas décadas de atividade, a campanha já faz parte do calendário de ações da Corte de Contas. “Os servidores realmente se mobilizam nessa campanha. Em menos de um mês, todas as 116 crianças foram adotadas e receberam seus presentes, demonstrando o afeto, carinho e amor dos servidores, especialmente neste período de Natal”, completou a coordenadora.
A diretora do Instituto Educacional Luz do Amanhã, Diane Mendes, agradeceu a iniciativa e declarou que ação torna o Natal mais especial para as crianças. “Para nós, é uma grande honra, porque é a primeira vez que temos a parceria do Tribunal de Contas nesse trabalho tão importante. É uma emoção e uma felicidade imensa receber essa equipe hoje, atendendo duas instituições. São mais de 100 crianças sendo presenteadas e tendo um Natal diferente este ano.”
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| A campanha é organizada pela Secretaria Executiva de Gestão de Pessoas, por meio do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho. |
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| A ação foi realizada no Instituto Educacional Luz do Amanhã e Centro de Estudos e Assistência à Família. |
Parte da programação do encerramento do ano letivo da unidade educacional, a entrega dos presentes estava sendo esperada pelos pequenos. “A semana inteira a gente foi preparando o coraçãozinho deles, dizendo que o Papai Noel viria e eles passaram ansiosos, querendo saber o dia e o horário, esperando esse momento tão especial. Não tem preço ver o coração e a alegria deles transbordando de felicidade”, completou Diane.
Representantes do Executivo Municipal também prestigiaram a entrega dos presentes. Para Marcos José da Silva, secretário de Gestão Fazendária de Várzea Grande, a atividade marca uma ocasião especial. “Em nome da prefeita Flávia Moretti, queremos agradecer ao TCE. Essa atividade do Tribunal coroa este momento de final de ano com esse presente para as crianças. Aquele olhar, aquele brilho nos olhos, não têm preço”, disse.
Já o secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Várzea Grande, Igor Cunha, destacou a importância da iniciativa. “Para mim, é uma alegria muito grande ver essa iniciativa do Tribunal de Contas, por meio dos colaboradores que lá trabalham. A prefeitura, como mantenedora desta creche, faz o melhor para essa comunidade e nada mais importante do que cuidar dessas crianças, que são o futuro”, destacou.
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Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561
Fonte: TCE MT – MT
Mato Grosso
Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco
Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.
A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.
Quem pode acolher?
Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.
Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.
Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.
Experiência que transforma
De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.
No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.
Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.
Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”
Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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