Mato Grosso
1º Feirão SER Família Habitação começa nesta sexta-feira (5) em Cuiabá
Mato Grosso
A partir das 10h desta sexta-feira (5.12), serão abertas as portas do 1º Feirão SER Família Habitação, que ocorrerá no Shopping Pantanal até sábado (6.12). Na ocasião, os interessados em comprar o primeiro imóvel com subsídio do Governo de Mato Grosso poderão tirar dúvidas sobre o programa habitacional estadual e até mesmo fechar negócio, saindo do local com o contrato assinado.
Estarão presentes no feirão representantes de oito construtoras, além de atendentes da MT Participações e Projetos (MT Par) e da Caixa Econômica Federal (CEF). Ao todo, serão ofertados 1,5 mil imóveis em Cuiabá e Várzea Grande. As unidades estão distribuídas em 13 bairros, possibilitando que as famílias escolham a localização mais favorável.
Idealizado pela primeira-dama, Virginia Mendes, o Programa SER Família Habitação atende todas as faixas de renda, sendo que, no feirão, as unidades ofertadas são da modalidade Entrada Facilitada. Nela, o cidadão pode receber até R$ 25 mil de subsídio para a aquisição do imóvel.
“O governo está mudando a vida das famílias. A casa própria leva dignidade e segurança para as pessoas e faz com que elas tenham sonhos cada vez mais prósperos”, declarou Virginia.
O valor ainda pode ser acrescido dos benefícios do programa federal de habitação, o Minha Casa, Minha Vida, e das vantagens do uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
O presidente da MT Par, Wener Santos, afirma que o sucesso do programa se deve à união de esforços, incluindo a participação dos municípios, que, em grande parte dos casos, doam o terreno, cujo valor é descontado do total a ser pago pelo morador.
“É um programa pensado pela primeira-dama e estruturado com sabedoria pelo governador. Quando todos participam – Estado, Município e União –, o resultado é visto e sentido pela população, que, neste caso, realiza o sonho da casa própria”, afirma Wener.
As empresas que estarão com estandes no feirão são: MRV, Cumbres Brasil, Paiaguás, Mais Lar, Menin, WR Engenharia, Ecovita e Pacaembu. Além delas, haverá um espaço de atendimento da MT Par e da Caixa Econômica Federal (CEF).
SER Família Habitação
Atualmente, o programa já concedeu subsídio a mais de 15 mil famílias em Mato Grosso e está presente em 113 municípios. Ele é desenvolvido em parceria com os municípios, o Governo Federal e também a Caixa.
Serviço | 1º Feirão SER Família Habitação
Data: 05 e 06 de dezembro
Local: Estacionamento do Shopping Pantanal
Horário: das 10h às 22h
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco
Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.
A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.
Quem pode acolher?
Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.
Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.
Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.
Experiência que transforma
De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.
No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.
Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.
Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”
Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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