Mato Grosso
Sesp mobilizou 415 agentes para garantir segurança em show teste de Natanzinho
Mato Grosso
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) mobilizou 415 agentes de diversas instituições para reforçar a segurança do público durante o show teste do cantor Natanzinho, que foi realizado no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, nesta quinta-feira (27.11). As forças policiais não registraram ocorrências durante o evento.
Conforme o Gabinete de Gestão Integrada (GGI), foram mobilizados 330 Policiais militares e 60 bombeiros militares, além de 17 policiais civis e oito agentes do órgão de Sesp.
Estruturas montadas pela Sesp também auxiliaram o trabalho das forças de segurança, como a Plataforma de Observação Elevada (POE) de câmeras do programa Vigia Mais MT, a Estação Rádio Móvel (ERB) e uma caminhonete com uma antena de comunicação via rádio digital. O objetivo foi de garantir a estrutura de monitoramento e comunicação dos agentes.
A apresentação musical no Parque Novo Mato Grosso, que também contou com a gravação de um DVD do artista, funcionou como um teste da estrutura do local para receber shows de grande porte.
Conforme contagem realizada pela Polícia Militar, o número de participantes chegou a mais de 50 mil pessoas. O número superou a expectativa da Sesp, que previa cerca de 20 mil participantes.
Apesar da quantidade de público ter sido além do planejado, a Sesp readequou o número de policiais para atender a demanda do evento que seguiu sem registro de ocorrência.
“Inicialmente, a organização do evento apresentou uma previsão inicial de pessoas, porém, diante da magnitude do cenário que foi se desenvolvendo, especialmente com entrada gratuita aberta pelo governo e divulgação de participações especiais, ampliamos a quantidade de profissionais das instituições de segurança pública para garantir um evento tranquilo e seguro a todos”, explicou a coordenadora do GGI, tenente coronel PM Monalisa Furlan.
Também participaram da Operação Grandes Eventos, agentes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), do Tribunal de Justiça, do Ministério Público, da Polícia Penal e do Procon.
“Mais um grande evento atendido de forma positiva e sem intercorrências. Policiais, bombeiros e agentes de trânsito estiveram presentes fazendo a segurança do público, com o apoio de profissionais de vários órgãos do sistema de justiça e da prefeitura municipal. Todos aproveitaram o evento de forma segura e voltaram para casa com tranquilidade”, completou a coordenadora do GGI.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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