Polícia Federal
PF combate tráfico de drogas no Espírito Santo
Polícia Federal
Vila Velha/ES. Nesta terça-feira (18/11), a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Mangue Seco para cumprir oito mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva, contra grupo criminoso que atua no tráfico de drogas, em Cachoeiro de Itapemirim/ES.
As investigações foram iniciadas a partir da apreensão de 1,4 tonelada de cocaína e um fuzil, que ocorreu no dia 02 de abril de 2025, em uma marina localizada no município de Guarapari/ES.
Os investigadores descobriram que três homens, utilizando coletes balísticos com identificação da Polícia Civil, ingressaram no local para pegar a carga de drogas. O objetivo era parecer uma operação policial legítima de apreensão de drogas, que estava na posse de outros indivíduos.
Na ação, os homens utilizaram dois fuzis, pistolas, granadas e diversos acessórios táticos, para atacar os indivíduos que guardavam a droga, demonstrando despreocupação com as consequências e alto grau de periculosidade. Não conseguiram, porém, levar o entorpecente porque policiais chegaram no local, impedindo o planejamento.
As apurações apontam que os suspeitos iriam utilizar a droga para o tráfico em Cachoeiro do Itapemirim/ES, uma vez que um dos integrantes do grupo atua na venda de drogas há mais de 15 anos.
Na primeira fase da operação, ocorrida em 02/10/2025, foram cumpridos oito mandados de busca e quatro prisões temporárias. Já na segunda fase, realizada hoje (18/11), totalizou-se nas duas fases dezesseis medidas cautelares de buscas e sete prisões realizadas.
Comunicação Social da Polícia Federal no Espírito Santo
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@pfespiritosanto
Fonte: Polícia Federal
Polícia Federal
Representantes de movimentos populares pedem aprovação de regras sobre autogestão habitacional
Em audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, representantes de movimentos populares por moradia defenderam a aprovação de projeto de lei que regulamenta o sistema de autogestão habitacional (PL 20/20). A representante da União Nacional por Moradia Popular, Evaniza Lopes Rodrigues, afirmou que o excesso de burocracia atualmente dificulta o financiamento de residências nesse modelo.
Ela lembrou que o programa Minha Casa, Minha Vida já permite financiamento para associações ou cooperativas construírem seus próprios empreendimentos, mas que somente 7% das 3 milhões de moradias novas previstas pelo governo para o atual mandato foram destinadas a projetos de autogestão habitacional.
“A prática da autogestão não é só execução, mas a capacidade de tomar decisões coletivamente, de gerir coletivamente a produção da casa e, depois, a gestão daquela comunidade. E isso, aos longos dos últimos quase 40 anos, gerou conjuntos habitacionais que têm um diferencial muito grande, tanto na sua qualidade construtiva, de projeto, quanto também de organização de permanência, de vínculo das famílias que vão viver naquele lugar”, disse Evaniza Rodrigues.
Projeto de lei
A proposta em análise na Câmara tem como relator o deputado Padre João (PT-MG), que pediu a realização do debate. O texto prevê a propriedade coletiva dos empreendimentos habitacionais por meio de associação ou cooperativa.
O objetivo da medida, segundo os participantes da audiência, é facilitar o acesso das famílias à moradia, já que muitas vezes elas não conseguem financiamento. Além disso, eles destacam que esse modelo estimula a continuidade da organização coletiva dos moradores.
Para o coordenador da Central de Movimentos Populares, Benedito Roberto Barbosa, é necessário financiamento integral por parte do governo federal. De acordo com ele, a lei hoje exige contrapartidas de prefeituras ou governos estaduais, que muitas vezes não fazem essa complementação e inviabilizam a execução de projetos aprovados.
Compra de terrenos
Padre João questionou os participantes sobre a viabilidade de incluir na proposta de lei a previsão de financiamento também para a compra de terrenos onde há ocupações e conflito fundiário.
“Tem uma realidade que eu não sei se a gente conseguiria contemplar com a readequação do projeto, que é quando tem ocupações, às vezes de 10, 15, 20 anos, que estão judicializadas, mas que tem abertura para vender, e a demanda não é recurso para a construção, mas para adquirir o imóvel. Temos que levantar essa situação, se teria como”, questionou.
Na opinião dos representantes de movimentos sociais por moradia, incluir previsão de financiamento para comprar esses terrenos é perfeitamente viável. Uma alternativa, de acordo com Benedito Barbosa, é prever que, nesse caso, a posse da propriedade será da associação ou cooperativa.
O coordenador nacional da Pastoral da Moradia e Favela, Marcelo Toyansk Guimarães, lembrou que atualmente 6 milhões de famílias precisam de uma moradia no Brasil, e 26 milhões vivem em habitações inadequadas.
Reportagem – Maria Neves
Edição – Ana Chalub
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