Agricultura
Estado aposta em alta de produtividade e expansão do milho para etanol
Agricultura
O plantio da safra 2025/26 marca um novo momento para Tocantins, impulsionado pela confiança do setor agrícola e apostas no desempenho dos grãos. As expectativas são positivas: estimativas oficiais indicam expansão na área semeada, refletindo o otimismo dos produtores diante das boas condições de mercado.
Líder na produção local, a soja mantém sua posição de destaque, ancorando a economia rural e respondendo por mais da metade da produção estadual. O milho, por sua vez, vive um ciclo de valorização na esteira do crescimento das plantas de etanol, ganhando espaço e promovendo dinamismo à cadeia produtiva no Matopiba.
A geografia da produtividade mostra cenários distintos pelo estado. Enquanto municípios da região central registram alto ritmo de plantio, outras áreas, como o Vale do Araguaia e Pedro Afonso, avançam a passos constantes para consolidar o calendário agrícola. O uso crescente de tecnologia, aliada ao manejo sustentável e à atenção às condições climáticas, eleva as projeções: o Tocantins pode ultrapassar, pela primeira vez, a barreira dos 9,6 milhões de toneladas de grãos, ampliando seu protagonismo agrícola e atraindo indústrias para agregar valor à produção.
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Câmara avança em mudança na lei e pode simplificar regras
A Câmara dos Deputados deu mais um passo para revisar o marco legal da aquicultura no país, em uma tentativa de adequar a legislação à expansão recente da atividade e reduzir gargalos regulatórios que ainda limitam investimentos, sobretudo fora de áreas públicas.
A proposta em análise altera a lei que organiza a política nacional do setor e introduz um ponto central: a separação clara entre a produção realizada em corpos d’água naturais — como rios, lagos e reservatórios — e aquela conduzida em estruturas artificiais dentro de propriedades privadas. Hoje, esses dois modelos convivem sob regras semelhantes, apesar de apresentarem níveis distintos de controle e impacto.
Na prática, a mudança tende a aliviar exigências para produtores que operam em sistemas fechados, como viveiros e tanques escavados, onde o manejo é mais previsível e o risco ambiental é mais controlado. O objetivo é dar mais segurança jurídica e reduzir o tempo e o custo de regularização, pontos frequentemente apontados como entraves para expansão da atividade.
O texto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça, após já ter passado pela Comissão de Agricultura, e recebeu aval quanto à legalidade e à técnica legislativa. Como tramita em caráter conclusivo, poderá seguir diretamente ao Senado, caso não haja pedido para votação no plenário.
A leitura no setor é de que a iniciativa corrige uma distorção histórica da legislação, que acabou tratando de forma uniforme sistemas produtivos com características muito diferentes. Ao separar os ambientes, a proposta cria uma base mais alinhada à realidade da produção aquícola atual, que vem crescendo principalmente dentro de propriedades privadas.
Mesmo com o avanço, o controle sobre a atividade em águas públicas permanece mais rigoroso, mantendo a necessidade de autorizações e regras específicas. Já para a produção em ambiente artificial, a expectativa é de um ambiente regulatório mais simples e previsível.
Para o produtor, o impacto direto tende a aparecer na redução da burocracia e no aumento da segurança para investir. Em um setor que ainda busca ganhar escala no Brasil, mudanças desse tipo podem acelerar projetos e ampliar a participação da aquicultura na renda dentro da porteira.
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