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Sorriso amplia instalação de armadilhas para monitoramento do Aedes aegypti

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Com o objetivo de fortalecer o monitoramento e o controle do mosquito Aedes aegypti transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio das equipes de Vigilância em Saúde Ambiental, realiza nesta quarta e quinta-feira (12 e 13 de novembro) a ampliação da instalação de ovitrampas em diferentes bairros de Sorriso.

A ação envolverá toda a equipe de campo da Vigilância Ambiental, que estará mobilizada durante os dois dias para realizar a instalação simultânea das armadilhas nos bairros definidos.

As ovitrampas são recipientes utilizados para o monitoramento da presença do mosquito em determinadas regiões. Elas atraem a fêmea do Aedes aegypti para a deposição dos ovos, que ficam retidos em uma paleta. A partir daí, as equipes realizam a coleta desses ovos e encaminham o material ao laboratório municipal para análise e acompanhamento.

“As armadilhas não fazem a identificação da espécie, mas sim o monitoramento da presença do mosquito em uma região. Quem faz a identificação é o agente de campo, que realiza visitas diárias. Quando encontra larvas, faz a coleta e traz até o nosso laboratório, onde é feita a análise para identificar a espécie se é Aedes aegypti, albopictus ou outro tipo. Já nas armadilhas, fazemos a retirada dos ovos depositados pela fêmea e acompanhamos o comportamento do mosquito naquele ponto”, explica Claudete Damasceno, coordenadora da Vigilância em Saúde Ambiental.

Na primeira etapa, foram instaladas 111 ovitrampas em pontos estratégicos do município. Agora, nesta segunda fase, o número será ampliado com a instalação de mais 348 armadilhas, totalizando 459 ovitrampas ativas em Sorriso.

“Essa ampliação é uma medida essencial para que possamos agir de forma antecipada, identificando o mosquito ainda na fase de ovo e evitando sua proliferação. É um trabalho de prevenção, ciência e cuidado com a comunidade”, reforça Claudete.

As novas armadilhas serão instaladas nos seguintes locais: Bela Vista, Rota do Sol, São José I e II, Bell Valle, Jardim Carolina, Vila Bela, Novos Campos, Porto Alegre, Jardim Amazonas, Nova Aliança, Novo Horizonte (I, II e III), Brasil Norte, Taiamã, Flor do Cerrado, Portal Kaiabi, Jardim Tropical, Industrial I e II, Jardim Ocidental, Estrela do Sul, Fraternidade, Boa Esperança, São Domingos, São Francisco, Morada do Bosque, São Mateus, JK, Mário Raiter, Terra Brasil, Santa Maria, Parque Universitário, Green Park, Colinas, Serra Dourada, Santa Clara, Monte Líbano, Vitória Régia, Jardim Bela Vista, Jardim Primavera, Village, Jardim América, Jardim Itália, Santa Mônica, Jardim Alvorada, Morada do Sol, Jardim Europa, Jardim Aurora, Park das Araras, Bom Jesus, Recanto dos Pássaros, Centro Norte, Benjamin Raiser, Centro Sul, Cemitério e CTG.

As armadilhas fazem parte de um projeto do Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura de Sorriso, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

O Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (LIRAa) é realizado de forma técnica e aleatória por sistema eletrônico, que sorteia os quarteirões e residências a serem vistoriados. Os Agentes de Combate a Endemias (ACE) coletam amostras que são encaminhadas ao laboratório municipal, responsável pela análise e identificação das larvas, possibilitando traçar o mapa de risco e definir as ações de controle.

O secretário municipal de Saúde, Vanio Jordani, destaca que o sucesso da ação depende diretamente da colaboração da comunidade. “Quando o agente encontra um criadouro, significa que o problema já está instalado. Com as ovitrampas, conseguimos monitorar o comportamento do mosquito e agir com mais rapidez. Mas nada substitui o cuidado diário das familias.”

A Secretaria de Saúde reforça que qualquer morador pode e deve colaborar, informando situações com possíveis criadouros, acúmulo de lixo ou descarte irregular de objetos.

“Cada denúncia é importante. O combate ao Aedes é uma ação coletiva e começa dentro de casa. Quanto mais rápido formos acionados, mais eficiente será o controle”, reforça Claudete Damasceno.

As denúncias podem ser feitas pelos seguintes canais:

Ouvidoria Municipal – 150

WhatsApp da Vigilância Sanitária – Unidade Sentinela: (66) 99600-1462

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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