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Conselheiras tutelares de Sorriso participam de formação da Escola de Conselhos de MT

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Três conselheiras tutelares de Sorriso participaram, de segunda a quinta-feira (3 a 6 de novembro), do primeiro módulo de formação da Escola de Conselhos de Mato Grosso, realizado no campus de Cuiabá da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O evento é fruto de parceria entre a Universidade e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

A Escola de Conselhos tem como objetivo fortalecer e capacitar os Conselhos Tutelares, Conselhos de Direitos e demais integrantes da Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente, contribuindo para o aprimoramento das políticas públicas voltadas à infância e adolescência no Estado de Mato Grosso.

Além da UFMT e do MDHC, a atividade conta com o apoio do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), a do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF), escola institucional do MP; Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente; e do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso (CEDCA-MT).

Os eixos de atuação da Escola incluem formação técnica e política, produção de materiais pedagógicos, oficinas presenciais e cursos de extensão, com foco em fortalecer as redes de proteção nos municípios de Mato Grosso.

Nesta etapa inicial, participaram da formação as conselheiras Ângela Costa, Marlene Bogo e Lana Alencar. “Já estamos repassando o que foi aprendido para nossas colegas e este curso foi muito bom para o entendimento dos deveres e direitos dos conselheiros”, afirma Marlene.

A formação se dará em mais 11 módulos, com aulas no fim deste mês, em dezembro, janeiro, fevereiro (dois módulos), março (três módulos), abril (dois módulos), com encerramento em maio. Para propiciar a oportunidade de aprendizado a todas as conselheiras, haverá revezamento para participação nos módulos.

“Certamente, o trabalho de nosso Conselho Tutelar, que é já de muita qualidade em nosso Município, se tornará ainda melhor com esta formação, realizada por instituições de renome e focada na formação continuada, integral e humanista, em que os maiores beneficiados serão nossas crianças, nossos adolescentes e nossas famílias”, comenta a secretária de Assistência Social de Sorriso, Daniela Marsola Stel.

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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