Mato Grosso
Polícia Civil prende homem que deixou companheira cega após violenta agressão
Mato Grosso
A Polícia Civil prendeu em flagrante, na tarde de quinta-feira (6), um homem de 40 anos por tentativa de feminicídio contra sua companheira, de 44 anos, em um sítio localizado no município de Paranaíta.
Durante uma discussão motivada por ciúmes, o suspeito desferiu dois golpes violentos no rosto da companheira. As agressões causaram lesões gravíssimas, resultando na perda total da visão de um dos olhos da mulher e comprometendo a do outro olho.
A vítima foi socorrida e levada ao Hospital Municipal de Paranaíta pelo filho, que presenciou parte do fato.
A Polícia Civil foi acionada no hospital e uma equipe da Delegacia de Paranaíta foi até o local e ouviu a vítima que, mesmo debilitada, conseguiu fornecer informações sobre o suspeito. O agressor foi encontrado escondido na propriedade rural que o casal morava.
“O suspeito tem extenso histórico criminal, incluindo passagens anteriores por lesão corporal contra mulher, tortura e ameaça, caracterizando-o como reincidente específico em crimes de violência doméstica e familiar”, contou o delegado Matheus do Prado Oliveira.
Inclusive, a vítima já havia registrado um boletim de ocorrência contra o suspeito em julho deste ano afirmando que ele havia chegado embriagado em casa e, durante uma discussão, ela havia sido ameaçada e agredida com puxões de cabelo. No dia, ela também afirmou sofrer agressões físicas e verbais constantes.
“A Polícia Civil reforça que mulheres vítimas de violência doméstica podem e devem denunciar através do telefone 180 (Central de Atendimento à Mulher), ou diretamente nas delegacias de polícia, e quebrar o ciclo de violência”, finalizou o delegado.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Capacitação aborda atuação da Psicologia e do Serviço Social no enfrentamento à violência doméstica
A atuação integrada da Psicologia e do Serviço Social no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher foi debatida em capacitação realizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) na tarde desta quinta-feira (16). A atividade teve como público-alvo integrantes das equipes multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
Promovido por meio da Escola do Servidor e da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), o encontro reúne, entre os dias 15 e 17 de julho, assistentes sociais, psicólogos, profissionais de saúde e da área jurídica para discutir formas de qualificar o atendimento à mulher em situação de violência.
A palestra foi conduzida pela assistente social Bruna Woinorvski de Miranda e pela psicóloga Maristela Sobral Cortinhas, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). As palestrantes abordaram questões como as raízes históricas e sociais da violência contra a mulher e passaram orientações sobre a elaboração de estudos, laudos, relatórios, pareceres, declarações e outros documentos produzidos pelas equipes multidisciplinares.
Ao tratar da contribuição do Serviço Social, Bruna Woinorvski destacou a importância de uma atuação articulada entre diferentes instituições e políticas públicas. Segundo ela, compreender as múltiplas formas de manifestação da violência é fundamental para identificar situações de risco, acolher as mulheres de forma humanizada e garantir a efetivação dos direitos previstos em lei.
“As expressões de violência contra a mulher acabam se manifestando de diversas formas no contexto doméstico e familiar, nas relações íntimas de afeto. E esse é o maior desafio profissional. É preciso acompanhar essas formas de expressões, estar preparado para identificá-las, e assim acolher e fazer um atendimento humanizado às mulheres que necessitam”, apontou.
A psicóloga Maristela Sobral ressaltou que a violência doméstica exige um olhar amplo e sensível por parte dos profissionais. Durante a palestra, ela explicou como a psicologia atua na avaliação das situações vividas pelas mulheres, na elaboração de documentos técnicos e na articulação com a rede de proteção, considerando também aspectos sociais, culturais, econômicos e familiares que influenciam cada caso.
“Abordamos, na verdade, toda a complexidade desse tema, que é a violência doméstica e familiar contra a mulher. Precisamos compreender o que fez a mulher denunciar, solicitar medida protetiva, o que faz ela pedir a revogação da medida e até mesmo a situação daquela mulher que está em um contexto de violência, mas não denuncia”, explicou a psicóloga.
Para as especialistas, momentos de formação como esse fortalecem a atuação das equipes multidisciplinares e contribuem para a troca de experiências entre profissionais que enfrentam desafios semelhantes. A iniciativa busca aprimorar o atendimento prestado às mulheres, crianças e famílias impactadas pela violência doméstica.
“A atuação das equipes multidisciplinares demanda esse conhecimento constante, não só das expressões da violência, mas dos contextos técnicos e normativos também. Eles mudam constantemente. Então, momentos de formação como esses são essenciais para que as equipes se sintam mais capacitadas para abordar essas situações”, completou Bruna Woinorvski.
Autor: Bruno Vicente
Fotografo: Rodrigo Moura
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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