Mato Grosso
Detran concede medalhas a 60 pessoas por contribuição à segurança viária
Mato Grosso
Como forma de reconhecimento aos que contribuíram para o crescimento e fortalecimento da segurança viária no Estado de Mato Grosso, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) entregou, nessa quarta-feira (5.11), a Medalha Mérito da Segurança Viária. Sessenta pessoas, entre representantes do Poder Público e da iniciativa privada, foram homenageadas durante a solenidade no auditório da sede do órgão, em Cuiabá.
As condecorações foram divididas em duas categorias: “Servidores do Detran-MT”, destinada aos que se destacaram na prestação de serviços públicos inerentes à segurança viária, e “Serviços Relevantes”, para autoridades e pessoas de diferentes instituições que contribuíram para o fortalecimento da segurança viária.
Presente na solenidade, o vice-governador do Estado, Otaviano Pivetta, enfatizou os avanços e melhorias no Detran ao longo de quase sete anos da atual gestão.
“Nosso governo tem orgulho do atual Detran, dos serviços prestados de forma ágil e eficiente. É uma instituição moderna, e isso é devido ao trabalho e dedicação do gestor e de cada servidor”, destacou.
Crédito: Kamila Nascimento/Detran-MT
A coordenadora de Ensino e Instrução da Guarda Municipal de Várzea Grande, inspetora Fraulen Eliza Rodrigues, foi uma das agraciadas com a honraria.
“Estou muito feliz. É muito bom ser reconhecida, principalmente por um trabalho que gosto muito de fazer. Nós, da Guarda Municipal, atuamos sempre em parceria com o Detran, especialmente nas ações educativas dentro das escolas, com teatros, palestras, levando informações sobre normas de trânsito para o público infantil”, contou Fraulen.
Ela destacou que a Guarda Municipal também está sempre atuante nas operações de fiscalização de trânsito. “Ser reconhecido por aquilo que fazemos como um bem público, como algo bom para a sociedade, é muito gratificante. Sinto-me muito feliz com essa condecoração”, afirmou.
Crédito: Kamila Nascimento/Detran-MT
Um dos agraciados com a medalha póstuma foi o servidor do Detran-MT Dourival Pereira Gardez, falecido em 2023. Ele era Analista do Serviço de Trânsito e trabalhou por treze anos no setor de Ações Educativas para o Trânsito, contribuindo com diversas atividades, projetos e programas desenvolvidos em prol da proteção à vida e do respeito aos direitos essenciais de uso social e coletivo do trânsito.
A honraria foi entregue à sua esposa, Neuci Machado Gardez. “Essa medalha é merecida, pois ele dedicou muitos anos às ações educativas e, mesmo com a saúde já debilitada, ele ainda ia trabalhar. Ele vivia e dedicava muito tempo ao serviço”, disse a viúva.
Crédito: Kamila Nascimento/Detran-MT
A servidora Andreia Cristina Amaral, da 22ª Ciretran de Tangará da Serra, também recebeu a honraria. “Estou muito lisonjeada. Essa honraria nos inspira a continuar buscando um serviço público de qualidade, eficiente e humano, capaz de enaltecer o Estado de Mato Grosso e fortalecer ainda mais o compromisso com a vida e a segurança viária do nosso Estado”, disse.
Crédito: Kamila Nascimento/Detran-MT
A entrega das medalhas foi um evento organizado e comandado pela Coordenadoria da Escola Pública de Trânsito do Detran-MT. A gestora da unidade, Renata Freitas, destacou que o reconhecimento de ações que promovem boas práticas na segurança viária tem como objetivo mostrar os efeitos positivos dessas iniciativas.
“A segurança no trânsito é resultado da interação de vários elementos que compõem um sistema. Essas ações, realizadas por diferentes pessoas ou instituições, demonstram o compromisso, o envolvimento e a responsabilidade de todos na missão de preservar vidas”, enfatizou.
O presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos, ressaltou que a medalha é um momento muito especial de reconhecimento do órgão a todos aqueles que, graças ao seu empenho e dedicação em suas áreas de atuação, foram de grande relevância para o fortalecimento da cultura de segurança nas vias do Estado, incentivando a mudança de comportamento e a adoção de atitudes mais seguras no trânsito.
“Essa solenidade é um momento histórico na Autarquia e representa mais que um ato de reconhecimento; é uma celebração do compromisso coletivo em prol da vida. Cada um foi escolhido por representar com excelência o espírito de dedicação e compromisso nas ações por um trânsito mais humano e seguro”, reforçou.
Crédito: Kamila Nascimento/Detran-MT
Honraria
O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso, por meio da Escola Pública de Trânsito, instituiu a Medalha Mérito da Segurança Viária por meio da Lei Estadual nº 12.368, de 21 de dezembro de 2023. O propósito é reconhecer e homenagear pessoas físicas ou jurídicas que, no exercício de suas atividades, tenham se destacado pelo esforço em promover o crescimento e o fortalecimento da Segurança Viária do Estado de Mato Grosso.
A honraria vai ao encontro das diretrizes do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans) e está alinhada às ideias de Sistema Seguro e Visão Zero.
Crédito: Kamila Nascimento/Detran-MT
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco
Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.
A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.
Quem pode acolher?
Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.
Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.
Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.
Experiência que transforma
De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.
No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.
Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.
Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”
Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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