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Festival de Artes Cênicas reúne artistas de quatro continentes

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Salvador recebe até o próximo dia 2 de novembro a 16ª edição do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia, que reúne artistas da Bahia, do Brasil, da África e da Europa.

Com o tema “Que Bahia é essa?”, o festival propõe um mergulho nas urgências do mundo contemporâneo e nas múltiplas identidades que o estado baiano carrega em sua formação.

Espaços culturais da capital baiana — como o Teatro Sesc-Senac Pelourinho, o Museu de Arte Contemporânea e os teatros Gamboa e Cambará — serão palco da programação composta por 15 espetáculos de artistas nacionais de Manaus, Fortaleza, Recife, Feira de Santana e Salvador, além de grupos de fora do Brasil vindos de Camarões, França, Burkina Faso e Burundi.

Entre os espetáculos, fazem parte da programação o musical pernambucano “Luiz Lua Gonzaga”, a performance “A Ópera do Aldeão”, de Camarões, e a peça francesa “A Verdade Vencerá”. Os baianos estarão representados no festival com o espetáculo infantil “Meninas Contam a Independência”, a apresentação de dança “Dembwa” e a peça “Ana e Tadeu”.

A programação também conta com oficinas, lançamentos de livros e o Seminário Internacional de Curadoria e Mediação. Os detalhes estão disponíveis no Instagram oficial do evento: @fiacbahia.




Fonte: EBC Cultura

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Em Cachoeira (BA), Festa da Boa Morte começa nesta quinta-feira

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Começa nesta quinta-feira (13) e segue até a próxima segunda (17) a Festa da Boa Morte, realizada há mais de 200 anos na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. A tradição secular é celebrada somente por mulheres que fazem parte da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, reunindo missas, procissões, gastronomia e atividades culturais.

O administrador do centro cultural da Irmandade, Valmir dos Santos, explica como a organização tem trabalhado para preservar a tradição e receber cada vez mais visitantes na cidade histórica:

“As mulheres daqui preservam e salvaguardam isso com muito vigor. A gente sabe que não existe um livro, uma Bíblia, uma coisa para dar esse norte, para seguir, mas essa força ancestral, de uma passando para outra. E, depois, tiveram a inteligência de, já agora, no início do século XXI, criar um estatuto, justamente para salvaguardar esse processo.”

Segundo os historiadores, a Irmandade da Boa Morte surgiu a partir da união de mulheres que haviam sido escravizadas, com o objetivo de conseguir a alforria e facilitar a fuga de outros escravos. Desde então, as integrantes mantêm o legado das ancestrais, passando a tradição de mãe para filha e levando o espetáculo de devoção para as ruas da cidade, em uma homenagem a Nossa Senhora da Boa Morte.

A atual presidente da irmandade é Cleusa Maria Santana, que explica como é fazer parte da confraria e destaca o momento de maior emoção durante as celebrações:

“O momento mais importante para mim é o dia 15. É uma celebração de Nossa Senhora da Glória, na qual ela não morreu, foi uma dormição. E, no dia 15, ela é levada ao céu, a assunção da bem-aventurada Virgem Maria, a mãe de Jesus. A porta para a vitória da humanidade redimida, glória que alcançaremos acolhendo e vivendo a palavra de Deus.”

A programação completa, que segue até a próxima segunda-feira, pode ser conferida no perfil no Instagram @irmandadedaboamorte.oficial.




Fonte: EBC Cultura

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