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Com apoio do Governo de MT, cooperativismo fortalece produção de leite na região do Araguaia

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Com investimentos do Governo de Mato Grosso, o município de Bom Jesus do Araguaia tem se destacado como referência na produção de leite por meio da Cooperativa de Produtores Rurais de Bom Jesus do Araguaia (Cooperbonja), que reúne hoje mais de 500 cooperados. Juntos, eles produzem mais de 250 mil litros de leite por dia nos períodos de chuvas.

A Cooperbonja, que recebe apoio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e assistência da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), tem promovido uma verdadeira revolução no campo. Programas de melhoramento genético voltados a produtores de pequena escala, como a transferência de embriões, inseminação artificial e implantação de novilhas prenhas, vêm garantindo aumento da produtividade e melhoria da qualidade do rebanho.

Além de atender os produtores de Bom Jesus do Araguaia, a cooperativa também beneficia agricultores dos municípios vizinhos, como Serra Nova Dourada, Ribeirão Cascalheira e Novo Santo Antônio.

“A Cooperbonja é um exemplo do que o cooperativismo pode fazer pela agricultura familiar. Em Bom Jesus do Araguaia, os produtores entenderam sua vocação para a produção de leite e nós, enquanto Estado, somos parceiros. Estados como Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina já demonstraram que o cooperativismo é uma via importante para o acesso à tecnologia, geração de oportunidades e aumento da produtividade”, destaca a secretária de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka.

No município, a cooperativa também investiu na estrutura de apoio ao cooperado. Foi implantado um ponto de fornecimento de produtos essenciais para a produção, como rações, sais minerais, madeiras e itens veterinários, ofertados a preço de custo, como explica o secretário financeiro da cooperativa, Enivaldo Paulino da Silva.

“A gente viu que o produtor precisava de produtos a preços mais acessíveis. Começamos a comprar esses insumos em volume e repassamos praticamente sem lucro, cobrando apenas o necessário para cobrir as despesas. Essa é a essência do cooperativismo: a união de todos para garantir melhores condições para quem trabalha no campo”, afirmou.


O produtor Luciano Reis, do Sítio Souza, ressalta a importância dessa estrutura.

“Para nós, essa organização ajuda muito. Essa loja é um benefício muito grande. A diferença de preço dos produtos faz toda a diferença no nosso dia a dia, e o atendimento é muito bom, porque eles compreendem a nossa realidade”, ressaltou.

O prefeito de Bom Jesus do Araguaia, Marcilei Alves de Oliveira, o Mansão, também reforça a importância do apoio do Estado.

“A Seaf ajudou muito a cooperativa. Vários investimentos chegaram graças a esse modelo de trabalho, e isso fortalece cada vez mais a agricultura familiar. Como produtor rural, sei o quanto essas parcerias são fundamentais”, afirmou.

Já o vice-prefeito e secretário municipal de Agricultura, Silvio Maria Dantas, relembra o início do projeto e os desafios enfrentados.

“No começo foi difícil, porque o cooperativismo ainda é uma cultura nova para nós. Mas buscamos inspiração em municípios como Campinápolis. Se não fosse o apoio do Governo do Estado, especialmente da Seaf, do vice-governador Otaviano Pivetta e do governador Mauro Mendes, esse projeto não teria saído do papel”, disse.

Silvio também adiantou os próximos passos da agricultura local:

“Com o leite consolidado, agora vamos investir em novas cadeias produtivas, como fruticultura e piscicultura. Temos certeza de que contaremos novamente com o apoio do Estado”, destacou.

Investimentos

De 2019 a junho de 2025, Bom Jesus do Araguaia recebeu R$ 8,3 milhões em investimentos do Governo do Estado para a agricultura familiar, como caminhão cavalo mecânico, silo vertical, caminhão equipado com tanque isotérmico destinado à cooperativa, veículos, calcário, máquinas e implementos.

Em Bom Jesus do Araguaia, os investimentos do programa de melhoramento genético da Seaf somam R$ 684.568,00, distribuídos em três etapas, que totalizaram 326 prenhezes. A ação tem fortalecido a cadeia produtiva do leite na região, considerada um importante polo de captação e referência em organização da agricultura familiar.

Fonte: Governo MT – MT

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Desembargadora compartilha reflexões sobre “Comunicação Não Violenta” com adolescentes

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Mulher de vestido verde discursa ao microfone para uma plateia de jovens sentados em cadeiras. Uma caixa de som preta está no chão em primeiro plano.A presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva ministrou, na manhã desta sexta-feira (7), a palestra “Comunicação Não Violenta” para adolescentes participantes do projeto “15 Anos Solidário: Realizando Sonhos, Construindo Cidadania”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Nossa Senhora do Livramento.

O encontro foi realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município e reuniu 47 adolescentes que completam 15 anos em 2026 e integram a quarta edição da iniciativa. O projeto tem como objetivo promover o desenvolvimento pessoal e social das adolescentes, fortalecer a autoestima, superar situações de vulnerabilidade e incentivar o protagonismo juvenil por meio de atividades realizadas ao longo do ano.

Durante a palestra, a desembargadora explicou que a Comunicação Não Violenta propõe um diálogo baseado em quatro pilares: observar sem julgar, reconhecer sentimentos, identificar necessidades e formular pedidos claros. Segundo a magistrada, essa prática ajuda a construir relações mais respeitosas e empáticas.

“É o terceiro ano que fomos convidados e tem sido muito prazeroso participar desse projeto. Queremos proporcionar a essas meninas um momento para pensar no futuro e acreditar nos próprios sonhos. A Comunicação Não Violenta é uma ferramenta que faz diferença na vida de qualquer ser humano, especialmente de quem está nos verdes anos da juventude”, afirmou.

Na sequência, as debutantes participaram de Círculos de Construção de Paz, com atividades voltadas ao autoconhecimento e à construção de projetos de vida. “Hoje o ser humano sente muito a falta de ser escutado. Uma das grandes bandeiras dos Círculos de Construção de Paz é justamente aprender a ouvir com atenção, respeito e foco na paz”, acrescentou a desembargadora.

Para a secretária municipal de Assistência Social, Elizabeth Oliveira, a presença da magistrada representa inspiração para as adolescentes. “Trazer a desembargadora Clarice para falar com essas meninas é muito significativo. Ela tem uma história de vida simples e hoje ocupa um espaço de destaque no Judiciário. Isso mostra às adolescentes que elas também podem sonhar e conquistar seus objetivos”, disse.

Foto em plano médio de uma jovem negra de cabelos cacheados curtos e óculos de grau, sorrindo suavemente. Ao fundo, uma cortina persiana azul.Participante do projeto, a estudante Thaiany Acosta, de 15 anos, contou que saiu do encontro mais confiante em relação ao futuro. “Foi muito gratificante e motivador. Quero lembrar desse momento lá na frente e usar isso como um degrau para alcançar meus sonhos. Pretendo ser advogada criminalista ou arquiteta paisagista e ajudar outras meninas a persistirem nos próprios sonhos”, comentou.
Já a estudante Geovana Ranyelly, também de 15 anos, ressaltou o aprendizado sobre diálogo e paciência. “A roda de conversa foi maravilhosa, nós conversamos muito. Também aprendi sobre comunicação não violenta, a ter um pouco mais de paciência, saber conversar e me comunicar, e isso me motiva muito. Meu sonho é fazer faculdade. Quero me formar em Agronomia ou ser uma grande empresária”, pontuou.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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