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Bancos de Leite Humano de MT distribuem 1.587 litros para recém-nascidos prematuros em 2025

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O total de leite humano distribuído para recém-nascidos internados em Mato Grosso aumentou 16% de janeiro a setembro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024, segundo balanço da Secretaria de Estado de Saúde (SES). A distribuição é realizada pela Rede Mato-grossense de Bancos de Leite Humano, que é coordenada pela pasta.

Segundo a SES, foram 1.587 litros distribuídos nos primeiros nove meses de 2025, contra 1.370 litros distribuídos no mesmo período do ano passado.

“Com isso, o Estado pôde atender 1.199 bebês prematuros de janeiro a setembro de 2025, o que representa um crescimento de 10%, na comparação com os 1.086 prematuros atendidos nos três primeiros trimestres de 2024”, destacou a coordenadora de Promoção e Humanização da Saúde, Rosiene Pires.

O número de pessoas doadoras aumentou 13%, de 1.649 para 1.856, na mesma comparação. Já o total de leite humano coletado de pessoas doadoras registrou alta de 25% nos três primeiros trimestres deste ano em relação ao mesmo período de 2024, passando de 2.294 litros para 2.876 litros.

A rede também realizou 5.977 análises microbiológicas, 7.968 hematócritas e 8.838 de acidez Dornic neste ano. Os exames são fundamentais para garantir a qualidade do leite doado.

Ainda foram realizados 779 atendimentos em grupo, 11.479 atendimentos individuais e 2.287 visitas domiciliares de janeiro a setembro. Os três serviços tiveram alta, respectivamente, de 33%, 13% e 8% na comparação com os três primeiros trimestres do ano passado.

O técnico responsável pela área da Promoção, Proteção e Apoio à Amamentação, e Alimentação Complementar Saudável da SES, Rodrigo Carvalho, reforçou a importância de os profissionais da saúde e de toda a sociedade apoiarem as mulheres e as pessoas trans que amamentam para estimular a doação de leite humano e a prática do Método Canguru.

“Estamos nos aproximando do Novembro Roxo, o Mês da Prematuridade no Brasil. A doação de leite humano é muito importante para a recuperação da saúde de bebês prematuros internados em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal e só acontece quando a amamentação é bem-sucedida”, disse Carvalho.

Segundo o técnico, a orientação, por meio de uma escuta ativa e acolhedora, é essencial para o sucesso da amamentação, desde o pré-natal, oferecendo apoio prático logo na primeira hora de vida, ainda na sala de parto, evitando a separação entre mãe e bebê.

“Após a alta, receber uma visita da equipe de Saúde da Família ainda na primeira semana é fundamental para fortalecer a confiança em poder amamentar”, concluiu.

Onde doar?

Em Mato Grosso, quatro unidades hospitalares possuem Bancos de Leite Humano (BLH) para atender à alimentação de bebês prematuros e oferecer leite materno pasteurizado: o Hospital Geral e o Hospital Universitário Júlio Muller, em Cuiabá; a Santa Casa de Rondonópolis; e o Hospital São Lucas, em Lucas do Rio Verde.

Além destas, a Rede conta com duas unidades de coleta de leite humano, no Hospital Femina, em Cuiabá, e no Hospital Santa Ângela, em Tangará da Serra.

Para doar leite humano, basta entrar em contato com uma das seis unidades de coleta de leite humano ou ir diretamente ao local. A possível doadora deve estar amamentando o seu bebê, estar saudável e não usar nenhuma substância ou medicamento que interfira na amamentação.

Se atender a esses critérios, passar pela triagem clínica e tiver qualquer quantidade excedente de leite, está elegível para a doação.

Cuiabá

BLH Dr. José Faria Vinagre – Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá
Contato: (65) 3363-7035 – segunda a sábado

BLH Hospital Universitário Júlio Müller
Contato: (65) 3615-7203 – segunda a sexta

Posto de Coleta de Leite Humano Femina Hospital e Maternidade
Contato: (65) 2128-9183 – segunda a sábado

Rondonópolis

BLH Santa Casa Rondonópolis
Contato: (66) 3410-2785 – segunda a sexta

Tangará da Serra

Posto de Coleta de Leite Humano Hospital Santa Ângela
Contato: (65) 3311-1900 – segunda a sexta

Lucas do Rio Verde

BLH Hospital São Lucas
Contato: (65) 3548-4134 – todos os dias

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Como fundações privadas impulsionam o desenvolvimento humano?

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Se o Estado não alcança e nem o mercado se interessa, quem assume a responsabilidade pelo futuro? A pergunta não é apenas retórica, mas o ponto de partida para compreendermos o papel da sociedade civil organizada na contemporaneidade, afinal, como bem observa o pensador Jean-Jacques Chevallier, o chamado “Estado Pós-Moderno” é aquele que reconhece suas limitações e admite que os problemas de massa não podem mais ser resolvidos exclusivamente pelo aparato governamental. Nesse novo paradigma, é que proponho uma reflexão sobre o papel do chamado Terceiro Setor e principalmente das fundações privadas.Segundo a nossa legislação, as fundações, embora entidades privadas, desempenham atividades de relevância pública e social que sustentam os pilares de uma nação: educação, saúde, proteção do meio ambiente, assistência social, defesa da ética, cidadania e fomento à pesquisa.É preciso em um primeiro momento desmistificar a ideia de que fundações privadas existem apenas para a filantropia e o assistencialismo paliativo. Embora esse tipo de apoio imediato seja vital, deve-se avançar para compreendê-las como peças chaves que ocupam espaço estratégico muito maior no Terceiro Setor. Elas operam onde o Estado se mostra lento e onde a economia de mercado não encontra incentivos financeiros. Ao atuar nessas “zonas de sombra”, as fundações tornam-se o braço executor do Investimento Social Privado e da agenda de ESG (Environmental, Social and Governance) — pilar central do capitalismo consciente, onde o sucesso corporativo está intrinsecamente ligado à promoção de um ambiente socialmente desenvolvido.Mas isso não esgota o tema. Um dos pontos mais desconhecidos pelo público é a capacidade operacional dessas entidades. Uma fundação privada pode exercer atividades econômicas comuns, produzindo bens ou prestando serviços. A grande diferença não reside na forma de arrecadação, mas no destino do capital. Diferente de uma empresa comercial, o superávit de uma fundação é obrigatoriamente reinvestido em suas finalidades altruístas. É a eficiência da gestão privada sendo integralmente convertida em benefício público, permitindo que a própria sociedade gere recursos para financiar sua evolução. Dessa forma, as fundações podem ocupar uma posição estratégica dentro de uma política desenvolvimentista, atuando como núcleos de inovação e execução que aceleram o progresso nacional de forma sustentável e responsável.Por isso que a importância das fundações privadas está diretamente ligada ao fortalecimento de uma pauta de desenvolvimento nacional que não dependa apenas do governo de turno. O envolvimento nessas instituições é, em última análise, uma forma poderosa de cidadania ativa e de participação política, permitindo que o indivíduo ou a empresa influenciem diretamente o interesse público e coletivo sem depender de estruturas partidárias.Este setor fundamental precisa ser melhor compreendido para que possa ser ampliado. Por isso quero deixar neste texto uma mensagem para o leitor sentir-se devidamente convocado: conhecer melhor o funcionamento das fundações privadas, entender seu impacto e, quem sabe, tornar-se o instituidor de uma nova iniciativa. Transformar o Brasil exige mais do que votos; exige a coragem de organizar a sociedade para resolver, por conta própria, os desafios que o futuro nos impõe.*Renee do Ó Souza é promotor de Justiça em Mato Grosso, titular da Promotoria de Velamento de Fundações em Cuiabá e Várzea Grande, doutorando e Mestre em Direito e professor e autor de direito.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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