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Emenda de Wilson Santos reforça estoque de medicamentos para a saúde de Várzea Grande

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O deputado Wilson Santos (PSD) conferiu de perto, nesta sexta-feira (17), a quantidade de medicamentos adquiridos com emenda parlamentar de R$ 500 mil destinada à Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde. A visita ocorreu no Centro de Abastecimento e Distribuição de Insumos e Medicamentos (Cadim), onde ele esteve acompanhado da prefeita Flávia Moretti (PL) e do vereador Charles da Educação (União), responsável pela indicação da demanda.

“Fiquei impressionado positivamente com a quantidade de caixas e remédios comprados com a nossa emenda. As prateleiras do Cadim estão cheias e bem organizadas. É gratificante ver que a Prefeitura de Várzea Grande está aplicando corretamente os recursos públicos, o que nos motiva a seguir fortalecendo essa parceria baseada na responsabilidade e seriedade. Com recursos públicos não se brinca. E ver o bom uso das emendas comprova o compromisso da gestão municipal com o bem-estar da população”, destacou o parlamentar.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, a aquisição dos medicamentos foi realizada por meio do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Cuiabá (Cisvarc), o que garantiu mais agilidade ao processo. “Precisamos manter nossa rede sempre abastecida e essa emenda vem ao encontro das necessidades da população. Ela permite que não faltem medicamentos e que os tratamentos contínuos sigam sem interrupções. É um avanço importante para Várzea Grande”, pontuou.

A prefeita Flávia Moretti ressaltou que o município tem um gasto mensal de aproximadamente R$ 3 milhões com a compra de medicamentos. “Esse meio milhão destinado pelo deputado Wilson Santos ajuda, e muito, no atendimento à população. Agradecemos por ele acreditar em Várzea Grande. Além disso, temos a parceria para a reforma da Unidade de Saúde do Capão Grande, também no valor de R$ 500 mil. São recursos que chegaram em boa hora para atender uma cidade grande e com maioria da população dependente do SUS”, frisou.

O vereador Charles da Educação destacou o compromisso do parlamentar com as demandas do município. “Quando apresentamos as necessidades de Várzea Grande, o deputado Wilson Santos prontamente nos atendeu. Ele destinou R$ 500 mil para a reforma e ampliação da unidade do Capão Grande, que atenderá mais de 8 mil pessoas, além de garantir o investimento na compra de medicamentos essenciais. É uma parceria que tem dado resultados reais para a população”, afirmou.

As ações de Wilson Santos em Várzea Grande reforçam sua atuação voltada à saúde pública e à boa aplicação dos recursos públicos. Com as emendas destinadas ao município, o parlamentar contribui para garantir o abastecimento das unidades de saúde, fortalecer o atendimento à população e ampliar a estrutura dos serviços do SUS. “Investir em saúde é investir na dignidade das pessoas”, resume o deputado.

Fonte: ALMT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.

Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.

Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.

Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos

Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.

Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.

Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.

Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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