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Deputado Thiago propõe capacitação em tecnologia para o agronegócio

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O deputado estadual Thiago Silva (MDB) apresentou o Projeto de Lei 906/2025 na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para criar o Programa Estadual de Qualificação Profissional em Tecnologias para o Agronegócio, que posiciona o estado na vanguarda da formação técnica para o campo. O projeto, apresentado em maio deste ano, teve parecer favorável pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto e está apto para votação na Casa de Leis.

O programa tem como objetivo capacitar jovens, trabalhadores rurais e demais interessados em áreas técnicas e tecnológicas aplicadas ao setor agropecuário, visando geração de emprego, renda, inovação, sustentabilidade e competitividade no agronegócio.

De acordo com o deputado Thiago Silva, autor da proposta, “o programa chega para preencher uma lacuna crucial no nosso desenvolvimento. Mato Grosso é líder em produção agropecuária, mas precisa avançar na formação de mão de obra qualificada para as tecnologias que já estão transformando o campo. Esta iniciativa vai preparar nossos jovens e trabalhadores rurais para os empregos do futuro no agronegócio”.

O programa oferecerá cursos gratuitos com certificação técnica reconhecida, incluindo formação em direção e operação de drones aplicados à agricultura, agricultura de precisão, sensoriamento remoto e georreferenciamento, robótica e automação no campo, análise de dados e softwares agrícolas, além de manutenção de equipamentos tecnológicos agroindustriais.

“Grande projeto do deputado e ser for aprovado será de grande valia para nós jovens, pois estamos precisando deste incentivo maior”, disse Ynam Xavier.

A coordenação do programa será responsabilidade da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secitec), em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), Secretaria de Estado de Educação (Seduc), instituições de ensino técnico e superior, empresas do setor agropecuário e tecnológico, cooperativas, sindicatos rurais e entidades do terceiro setor.

Entre as ações previstas estão a oferta de cursos técnicos, oficinas, laboratórios móveis, treinamentos online e presenciais, criação de polos regionais de qualificação, além de apoio à inserção dos egressos no mercado de trabalho e no empreendedorismo tecnológico rural. O programa também prevê estágios supervisionados e vivências práticas em propriedades rurais e empresas do setor.

O Programa Estadual de Qualificação Profissional em Tecnologias para o Agronegócio representa um investimento estratégico no futuro do agronegócio mato-grossense, preparando o estado para os desafios da agricultura e fortalecendo sua posição de liderança no cenário nacional e internacional.

Fonte: ALMT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.

Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.

Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.

Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos

Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.

Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.

Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.

Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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