Cultura
40º edição da Oktoberfest começa hoje em Blumenau (SC)
Cultura
Começa nesta quarta-feira (8), a 40ª edição da Oktoberfest de Blumenau, no Vale do Itajaí em Santa Catarina. Este ano, para garantir a segurança dos visitantes, 330 câmeras com inteligência artificial foram colocadas em pontos estratégicos, sendo 60 unidades com reconhecimento facial. Parte dessas câmeras vai monitorar o tráfego próximo ao Parque Vila Germânica, onde ocorre a Oktoberfest. Outras câmeras foram colocadas na rua 15 de Novembro, onde ocorre o desfile de abertura nesta quarta-feira (8).

Pela primeira vez na história da festa, rainhas e princesas que representaram a realeza ao longo das últimas quatro décadas estarão reunidas no desfile. As participantes estarão vestidas com trajes típicos, com faixas e coroas, para reviverem juntas as memórias que marcaram gerações. Essa é a maior festa alemã das Américas. O desfile sai do pavilhão do Parque Vila Germânica e toma conta da Rua 15 de Novembro, considerada um dos cartões postais de Blumenau. São esperadas 5 mil pessoas para o desfile, por isso a questão de segurança se tornou um fator preponderante.
A Oktoberfest terá 19 dias de festas, com 7 atrações internacionais. Este ano, a novidade é que todas as câmeras estarão vinculadas a um sistema de inteligência artificial. Esse sistema permite que, ao identificar uma atitude suspeita, seja possível acessar todas as imagens da pessoa desde a sua entrada no evento. Além disso, a tecnologia também será usada para localizar pessoas perdidas, como crianças e idosos. A Oktoberfest vai até o dia 26 de outubro.
Cultura
Festival Caju de Leitores começa nesta quarta com série de atrações
A quinta edição do Caju de Leitores, considerado o primeiro festival de literatura indígena do Brasil, começa nesta quarta-feira (2) com uma série de atrações, como rodas de conversa, contação de histórias, atividades educativas e apresentações culturais. O evento acontece na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, em Porto Seguro, na Bahia. O local é ponto de preservação da cultura Pataxó.

Entre os participantes desta edição estão a indígena argentina Mariela Tulián, a primeira latino-americana a participar do festival; a indígena Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura; e a escritora e contadora de histórias Auritha Tabajara, reconhecida como a primeira mulher indígena a publicar cordéis no Brasil.
Sairi Pataxó, escritor e anfitrião do Festival Caju de Leitores, fala sobre a origem do evento:
“O Caju de Leitores é um festival literário dentro da nossa comunidade indígena Pataxó do Xandó que nasceu em 2022 para fomentar a leitura, unir os nossos escritores do Brasil inteiro – este ano já internacional, com a escritora indígena internacional – e unir as escolas à leitura”.
Nesta edição do evento, o tema é “Um Manifesto de Bichos”, que busca dar voz e reconhecer os animais como seres que participam das histórias, das memórias e dos conhecimentos compartilhados entre gerações dos Pataxós, como explica Sairi Pataxó:
“É um tema que é muito forte na nossa cultura. É uma tradição milenar. O cachorro, que é um amigo muito forte do nosso povo, que, para onde a gente vai, principalmente onde tem mata, a gente leva o cachorro. Assim como as outras caças, que são muito fortes na tradição do nosso povo e fazem parte da vivência da nossa vida”.
Alethea Costa, curadora e coordenadora de produção do festival, fala sobre a expectativa de público para esta edição:
“Todos os anos, vem aumentando a participação de alunos, das escolas, dos professores, que já se programam durante o ano dentro da carga letiva para estarem presentes aqui, até atividades escolares que já são pensadas tendo o Caju de Leitores como um dos focos. E este ano também, o que deixa a gente bastante otimista é que nós, no início do ano, realizamos uma itinerância pelas escolas indígenas aqui do município, levamos um pouco do Caju de Leitores para essas escolas.”
Maria Coruja
O evento conta ainda com a presença da anciã e liderança Pataxó Maria Coruja, homenageada da edição deste ano. Ela é cantora, compositora, artesã e guardiã da memória do povo Pataxó. Quando criança, sobreviveu ao episódio conhecido como Fogo 51, ação violenta contra a população indígena Pataxó. Também se tornou uma das grandes referências do samba indígena.
A programação do Caju de Leitores é gratuita e acontece até sexta-feira (4).
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