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Polícia Civil usa linguagem lúdica para intensificar prevenção e combate ao abuso infantojuvenil

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O projeto “Seja Raio de Luz na Vida de uma Criança e um Adolescente”, lançado pela Polícia Civil nesta terça-feira (7.10), levará técnicas de prevenção ao abuso infantojuvenil a escolas, comunidades e condomínios de todo o Estado, com linguagens específicas para crianças, adolescentes e pais.

“Violência sexual é um crime que aflige todos nós que trabalhamos com a Segurança Pública. Eu acredito que seja um dos crimes que mais nos toca, nos choca, e se nós queremos prevenir essa prática criminosa, nós precisamos levar informações e vencer essa resistência de como abordar esse tema. Foi assim que esse projeto iniciou”, contou a delegada Mariell Antonini, coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis.

Durante todo o dia desta terça-feira, foi realizada uma capacitação de 41 policiais civis, das 15 regionais de Mato Grosso, que serão os multiplicadores do projeto, responsáveis pela aplicação das técnicas em suas regiões, com palestras, oficiais e cartilhas.

Criado por meio da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, o projeto foi desenvolvido considerando os índices de violência sexual, que acometem as crianças e os adolescentes, bem como a singularidade da pauta, que exige uma abordagem humanizada e apropriada ao conhecimento do público infantil.

“É inegável a importância deste projeto. Quando o profissional de Segurança Pública se manifesta a respeito de um tema, ele tem uma grande responsabilidade. Nós já tínhamos a experiência, mas agora nós teremos uma orientação institucional sobre um tema tão delicado quanto a violência sexual contra crianças e adolescentes”, afirmou a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel.

O programa tem três públicos-alvo: crianças, adolescentes e adultos, e cada um receberá as informações com uma metologia individualizada, sendo adultos e adolescentes em forma de palestras, cada qual com uma padronização, e crianças de forma lúdica, como o semáforo do corpo, que as ensina onde pode e onde não pode ser tocado.

“Vamos falar sobre as partes do corpo, sobre os cuidados com o toque, os limites, o que é um segredo, o que deve ser compartilha, quem são as pessoas de confiança, quais os cuidados hoje com a internet”, exemplificou a delegada Mariell.

O Governo do Estado apoiou o projeto Seja Raio de Luz na Vida de uma Criança e um Adolescente desde o início. A primeira-dama Virginia Mendes é madrinha do projeto. O governador Mauro Mendes esteve presente no lançamento do projeto nesta terça-feira e assinou um Protocolo de Intenções, com a promessa de investimento de mais de R$ 800 mil no projeto.

“Todas as nossas forças de segurança estão envidando esforços em mais uma ação importante, que é o combate à violência sexual contra a criança e o adolescente. Esse tipo de crime silencioso, que acontece, muitas vezes, dentro dos lares, precisa ser combatido, e de uma ação preventiva e educativa, para que, no menor indício de ocorrência, possa ser denunciado, antes que aconteça ocorrências maiores, traumas e sequelas”, enfatizou o governador.

O secretário de Estado de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, destacou a importância da iniciativa e da união de todas as forças de segurança contra os crimes sexuais.

“Nos anos que trabalhei como delegado pude constatar que os crimes sexuais são uma triste realidade social. Precisamos alertar a nossa sociedade para que possamos evitar esses crimes, que ficam marcados para a vida toda nessas crianças e adolescentes. E para que projetos como esse se fortaleçam, os sistemas de Segurança, Justiça e Criminal precisam andar juntos, pois, com isso, quem ganha é a sociedade”, disse o secretário.

A delegada Mariell Antonini informou que as dinâmicas do projeto podem ser aplicadas para crianças de seis a 12 anos e as palestras dos adolescentes até os 18 anos, em locais como escolas, comunidades, condomínios, entre outros em que forem reunidos os públicos-alvo. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail: [email protected].

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Sindicato cobra solução urgente para descontos de consignados

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A recente Operação Fugazi, deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra fraudes bilionárias em empréstimos consignados, comprova o que o SINDSPPEN-MT e diversas outras entidades representativas do funcionalismo público de Mato Grosso denunciam há tempos.

Com a retomada recente dos descontos em folha, os valores cobrados dos servidores passaram a ser retidos e depositados em uma conta sob o controle direto do governo do Estado até que as investigações sejam concluídas. O SINDSPPEN-MT e as demais representações sindicais avaliam que, embora a medida impeça que o dinheiro chegue às empresas sob suspeita, ela não resolve o problema principal. Na prática, o funcionalismo público continua sofrendo o desconto mensal e vendo sua renda familiar minguar.

A ação da Polícia Federal dá força à cobrança coletiva por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). No entanto, as lideranças sindicais alertam que os trabalhadores não podem ficar esperando os ritos e prazos políticos do parlamento.

“Apoiamos as investigações e a instalação da CPI na Assembleia, mas precisamos ser realistas. Uma comissão parlamentar leva meses para apresentar resultados, e as parcelas são cobradas todo mês. O policial penal e todos os demais servidores precisam de uma solução agora. A geladeira não espera a conclusão de um relatório político”, pontua Lucivaldo Vieira de Sousa, presidente do SINDSPPEN-MT.

A demora para uma decisão definitiva sobre esses contratos tem empurrado milhares de profissionais de diferentes setores do Estado para o superendividamento.

Com a confirmação de que instituições que operavam no sistema do estado são alvo da Polícia Federal, as representações dos servidores defendem que o governo estadual utilize suas prerrogativas para anular os contratos considerados lesivos e abusivos.

A proposta das entidades é que o Estado não se limite a guardar o dinheiro descontado, mas sim que adote uma postura para suspender de vez as cobranças das operadoras investigadas. Essa medida deve garantir que nenhum trabalhador seja punido com restrições em seu nome ou juros adicionais durante o impasse judicial.

“Estamos lidando com a subsistência de pais e mães de família de todas as áreas do serviço público de Mato Grosso. O salário do servidor não pode continuar retido para alimentar uma disputa jurídica sem prazo para acabar. Queremos uma resposta rápida do Estado”, cobra a presidência do SINDSPPEN-MT.

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