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Catálogo inédito do Museu Nacional reúne fotografias históricas

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O Museu Nacional lançou, nesta terça-feira (30), um catálogo inédito de fotografias históricas. O material reúne imagens produzidas a partir de cópias em papel de negativos em vidro perdidos no incêndio que afetou o museu em 2018. Foram destruídos 85% do seu acervo, que contava com 20 milhões de itens antes da tragédia. 

O catálogo “Vestígios Visuais: As Pranchas Fotográficas do Museu Nacional” reúne 213 pranchas fotográficas históricas, que documentam aspectos significativos da atuação científica e curatorial da instituição ao longo da primeira metade do século XX. O material também será disponibilizado em formato digital. 

O projeto foi organizado por Jorge Dias da Silva Junior, chefe da Seção de Memória e Arquivo, e Ana Luiza Castro do Amaral, chefe do Laboratório Central de Conservação e Restauração, com diagramação e projeto gráfico de Anna Warzynski. 

Os registros visuais abrangem diversas áreas do conhecimento: antropologia, arqueologia, botânica, zoologia, etnografia e geologia; registros de expedições da Comissão Rondon; missões etnográficas lideradas pelo pai da radiodifusão brasileira, Roquette Pinto; estudos de anatomia comparada; instrumentos indígenas e mapas históricos.


Fonte: EBC Cultura

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Em Cachoeira (BA), Festa da Boa Morte começa nesta quinta-feira

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Começa nesta quinta-feira (13) e segue até a próxima segunda (17) a Festa da Boa Morte, realizada há mais de 200 anos na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. A tradição secular é celebrada somente por mulheres que fazem parte da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, reunindo missas, procissões, gastronomia e atividades culturais.

O administrador do centro cultural da Irmandade, Valmir dos Santos, explica como a organização tem trabalhado para preservar a tradição e receber cada vez mais visitantes na cidade histórica:

“As mulheres daqui preservam e salvaguardam isso com muito vigor. A gente sabe que não existe um livro, uma Bíblia, uma coisa para dar esse norte, para seguir, mas essa força ancestral, de uma passando para outra. E, depois, tiveram a inteligência de, já agora, no início do século XXI, criar um estatuto, justamente para salvaguardar esse processo.”

Segundo os historiadores, a Irmandade da Boa Morte surgiu a partir da união de mulheres que haviam sido escravizadas, com o objetivo de conseguir a alforria e facilitar a fuga de outros escravos. Desde então, as integrantes mantêm o legado das ancestrais, passando a tradição de mãe para filha e levando o espetáculo de devoção para as ruas da cidade, em uma homenagem a Nossa Senhora da Boa Morte.

A atual presidente da irmandade é Cleusa Maria Santana, que explica como é fazer parte da confraria e destaca o momento de maior emoção durante as celebrações:

“O momento mais importante para mim é o dia 15. É uma celebração de Nossa Senhora da Glória, na qual ela não morreu, foi uma dormição. E, no dia 15, ela é levada ao céu, a assunção da bem-aventurada Virgem Maria, a mãe de Jesus. A porta para a vitória da humanidade redimida, glória que alcançaremos acolhendo e vivendo a palavra de Deus.”

A programação completa, que segue até a próxima segunda-feira, pode ser conferida no perfil no Instagram @irmandadedaboamorte.oficial.




Fonte: EBC Cultura

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