Várzea Grande
Abertura oficial da 8ª Copa do Servidor 2025 será na sexta-feira, dia 3
Várzea Grande
Além das competições, abertura terá praça de alimentação e shows regionais
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL) e Superintendência de Esporte e Lazer, realiza nesta sexta-feira (3), a abertura oficial da 8ª Copa do Servidor 2025, a partir das 19h, no Miniestádio do bairro Ipase. O evento promete unir esporte, cultura e gastronomia em uma grande confraternização dedicada aos servidores públicos do Município.
A programação da noite inclui partida de futebol society marcando o início da competição, além de feira gastronômica e dois grandes shows regionais com as bandas Embalo Sim e Os Amigos, garantindo diversão para toda a comunidade, além dos servidores e seus familiares.
Segundo o superintendente municipal de Esporte e Lazer, Edmilson Piranha, o campeonato é resultado do empenho da atual gestão em valorizar o servidor e fortalecer o esporte em Várzea Grande. “Esse evento só acontece porque temos à frente do Município a prefeita Flávia Moretti e o vice-prefeito Tião da Zaeli, que acreditam no poder transformador do esporte, no lazer como direito do cidadão e no reconhecimento do servidor público, que é peça fundamental para o desenvolvimento da cidade”, destacou Edmilson. E completou: “A prefeita é uma esportista, participa de várias atividades e está sempre incentivando a prática do desporto”.
O coordenador de Esporte, Gilson Cassemiro, lembrou que a competição é realizada em alusão ao Dia do Servidor Público, comemorado neste mês de outubro. “Mais do que uma disputa esportiva, a Copa é um momento de integração, saúde e confraternização. Os servidores de várias secretarias e autarquias do Município se unem em várias modalidades e celebram juntos o seu dia, que é de extrema importância para a sociedade”, ressaltou.
HISTÓRIA DA COPA – A Copa do Servidor é uma realização da Prefeitura Municipal, da SMECEL, via Superintendência de Esporte e Lazer. A última edição da competição foi realizada em 2023 no miniestádio José Silva Oliveira “Bife”, no bairro Figueirinha. Os jogos já foram realizados em campos, como Asponvag, Complexo Thiú e miniestádio do bairro Ipase.
A transmissão das competições, até então realizada pelo servidor João Marques, passou esse ano ao comando da equipe do Bate Bola, coordenado por Jorginho Mussa.
ATLETISMO – A primeira prova, já realizada na Área de Proteção Ambiental (APA) Bernardo Berneck, foi o atletismo. A modalidade corrida premiou os três primeiros colocados, enquanto a caminhada teve caráter simbólico, com medalhas entregues a todos os participantes.
Os três corredores que cruzaram a linha de chegada no Berneck na categoria masculina, foram: o servidor da Guarda Municipal, Cláudio Peixoto, com tempo de 19 minutos e 25 segundos. Em segundo o servidor da Secretaria de Educação, José Marques da Silva, com tempo de 21 minutos e 28 segundos. O terceiro foi o servidor Anderson Nobre, da Superintendência de Cultura, com tempo de 23 minutos e 10 segundos.
Já as corredoras do pelotão feminino foram Stefany Anjos da Rocha, servidora da Guarda Municipal, com tempo de 22 minutos e 3 segundos, e conquistou o primeiro lugar. Na segunda colocação, ficou a servidora da Superintendência de Cultura, Kelly Regina, com tempo de 23 minutos e 10 segundos. Em terceiro a servidora Claudine Batista da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, com tempo de 23 minutos e 15 segundos.
A premiação dos vencedores da prova de Atletismo dos servidores públicos de Várzea Grande, será entregue na cerimônia de encerramento no dia 25 de outubro.
OUTRAS MODALIDADES – Além do futebol society, a Copa do Servidor contará com outras modalidades, entre elas: Vôlei de praia e voleibol misto, Tênis de mesa e Xadrez masculino e feminino.
Assim como o atletismo, as demais modalidades receberão suas premiações no dia da grande final da Copa do Servidor.
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Várzea Grande
CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso
A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.
O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.
A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.
Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.
Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.
A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.
A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.
Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.
Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.
A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.
Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.
Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.
A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.
Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.
A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.
Fonte: ALMT – MT
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