Cultura
Morre no Rio de Janeiro a atriz e comediante Berta Loran
Cultura
Morreu na noite deste domingo (28) a atriz Berta Loran, aos 99 anos. Ela estava internada em um hospital particular em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A causa da morte ainda não foi divulgada.

De origem judaica, Berta chegou ao Brasil nos anos 30, junto com os pais e mais cinco irmãos, para fugir do nazismo.
Nascida em Varsóvia, na Polônia, seu nome de registro era Basza Ajs. A mudança do nome para Berta foi sugestão de um oficial de cartório quando o pai, José Ajs, foi inscrevê-la na escola, por ser de mais fácil compreensão. Já o Loran foi escolhido por ela.
Virou atriz aos 14 anos por influência do pai, que se tornou diretor teatral no Brasil. Berta Loran ganhou destaque, principalmente, em programas de humor. Seu personagem mais marcante foi a portuguesa Manuela D’Além Mar, que interpretou na Escolinha do Professor Raimundo. Além disso, fez novelas, filmes, minisséries e peças de teatro. Ela se casou duas vezes e não teve filhos.
Ainda não há detalhes sobre velório e sepultamento.
Cultura
Começou nesta sexta-feira, em São Luís, festival Reggae Raiz
São Luís do Maranhão, conhecida como a Jamaica Brasileira, sedia o “Reggae Raiz”, intercâmbio cultural que reúne personalidades, artistas e pesquisadores que cultuam o movimento Reggae no Maranhão e na Bahia.

Cerca de 65 representantes do cenário do reggae baiano já estão na capital do Maranhão. E vão participar até domingo (19) do evento criado para fortalecer a relação dos dois estados, que compartilham muitas conexões do ritmo jamaicano. Tanto no Maranhão, quanto na Bahia, o reggae acabou ganhando suas particularidades em sonoridade, dança, dentre outras características, mas sem deixar de ser mais um ponto de resistência da identidade, da ancestralidade negra e da cultura afro no Brasil.
Amantes do reggae, artistas, empreendedores, colecionadores de vinil, influenciadores digitais, coletivos e militantes da cultura regueira participam da programação que inclui visitas ao Museu do Reggae, ao Mercado Público, à Praça do Reggae e aos tradicionais bares de radiola da capital maranhense, locais que contribuem com a preservação e a difusão da cultura regueira.
A iniciativa do intercâmbio é encabeçada por Albino Apolinário, presidente do bloco Reggae O Bloco e fundador do primeiro bar de reggae do Pelourinho, e por Ademar Danilo, jornalista e diretor do Museu do Reggae do Maranhão.
Neste sábado, os convidados baianos e o público em geral participam do Rasta Reggae Festival, na Nova Matuto Show, que recebe as bandas jamaicanas The Gladiators e The Gables, além da lenda do reggae, o também jamaicano Horace Johnson, que se apresenta pela primeira vez no Brasil.
São Luís é reconhecida oficialmente por lei federal, publicada em 2023, como a Capital Nacional do Reggae.
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