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Educação que se fortalece em rede

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Por Márcia Amorim Pedr’Angelo

Nenhuma trajetória educacional se constrói de forma solitária. A escola, espaço vivo de aprendizagem, encontra nas parcerias a sustentação para consolidar práticas, renovar caminhos e ampliar horizontes.

Em eventos recentes, reencontrei profissionais que caminham há anos ao lado da educação brasileira. Esses momentos me lembram que, mais do que trocas ocasionais, as conexões de longa data são pilares para a consolidação de metodologias que nascem no dia a dia escolar. São também a oportunidade de revisitar ideias, reavaliar percursos e fortalecer a confiança de que estamos trilhando uma mesma missão.

Na rotina escolar, cada prática precisa ser constantemente revisitada. É no diálogo com outros educadores e especialistas que teorias encontram aplicabilidade, que ideias ganham consistência e que a inovação se transforma em cultura pedagógica.

Escolher parceiros também é um ato estratégico. São eles que expandem fronteiras, conectam diferentes áreas do conhecimento e oferecem caminhos de inovação que unem ciência e tecnologia. Há aqueles que aproximam famílias e comunidades, os que trazem práticas pedagógicas transformadoras e os que, vindos de outros países, permitem imersão em culturas distintas e ampliam a compreensão do mundo. Essa diversidade de olhares é o que garante que a escola se mantenha atual, relevante e capaz de formar cidadãos preparados para realidades complexas.

Há um aspecto fundamentalmente humano nesse processo. Parceiros educacionais não são apenas colaboradores eventuais, mas companheiros de missão, que lembram que educar exige coragem e renovam a confiança de que seguimos juntos, mesmo em contextos diferentes.

Educar é partilhar propósitos. É ter clareza de que o futuro da escola depende dessa rede de relações que sustenta, questiona e inspira. Caminhar juntos é transformar experiências em aprendizado coletivo e manter viva a convicção de que a educação, mais do que nunca, é feita a muitas mãos.

*Márcia Amorim Pedr’Angelo é psicopedagoga, fundadora das escolas Toque de Mãe e Unicus, e coordenadora da Unesco para a Educação em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

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Comissão aprova inclusão de guardas municipais na Força Nacional de Segurança Pública

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A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5877/25, que permite a participação de integrantes das guardas municipais na Força Nacional de Segurança Pública (FNSP).

Atualmente, a tropa é composta principalmente por policiais civis, militares e bombeiros dos estados.

A proposta autoriza a União a firmar convênios diretamente com os municípios para que os guardas municipais atuem na Força Nacional.

O texto também permite a convocação de guardas municipais aposentados há menos de cinco anos para reforçar o efetivo em operações especiais.

Os guardas municipais que atuarem na Força Nacional terão os mesmos direitos dos demais integrantes da corporação, incluindo o recebimento de diárias e indenização em caso de morte ou invalidez decorrente das missões. O objetivo é assegurar tratamento igualitário aos profissionais mobilizados.

Parecer do relator
Os parlamentares acolheram o parecer do relator, deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES), pela aprovação do projeto. Segundo o relator, a medida corrige uma lacuna institucional e valoriza o papel dos municípios na segurança.

“Ao equalizar o regime de pagamentos e de proteção dos guardas municipais ao das demais corporações, garante-se a igualdade para os agentes que arriscam a vida nessas missões”, disse.

O autor da proposta, deputado Capitão Alden (PL-BA), afirmou que as guardas municipais já são reconhecidas como integrantes do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), mas ainda precisavam de uma regra clara para atuar na Força Nacional.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Marcelo Oliveira

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