Polícia
Polícia Civil cumpre mandado contra homem reincidente em violência doméstica em Várzea Grande
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A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta terça-feira (23.9), um mandado de prisão contra um homem de 33 anos, investigado pelos crimes de lesão corporal, ameaça e injúria contra uma ex-namorada, de 32 anos, em Várzea Grande. O suspeito já tinha histórico de violência contra mulheres de outros relacionamentos.
O primeiro registro de violência doméstica contra o suspeito foi em 2019, quando ele terminou um relacionamento de quatro anos e começou a perseguir e ameaçar a ex-namorada.
Em 2023, outra namorada registrou um boletim de ocorrência contra o suspeito após ele partir para cima dela e de uma amiga, que ficaram feridas. À época, a vítima solicitou medidas protetivas.
Já no dia 4 de agosto deste ano, uma mulher, de 32 anos, procurou a Delegacia da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande (DEDMCI-VG) para denunciar o namorado e pedir medidas protetivas de urgência, após sofrer diversas lesões no rosto e nas pernas, sofridas no dia 2 de agosto.
Diante da reincidência em atos de violência contra mulher, a delegada titular da DEDMCI-VG, Paula Gomes Araújo, representou pela prisão preventiva do agressor, que foi deferida pela Justiça.
Na tarde desta terça-feira (23.9), o suspeito compareceu à especializada espontaneamente e a ordem judicial foi cumprida. Após ser ouvido, ele será encaminhado para a audiência de custódia e ficará à disposição da Justiça.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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