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Secretaria de Educação dialoga com comunidade escolar e reforça preparativos para o Saeb 2025 em Poconé

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A Secretaria de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) realiza, nesta segunda-feira (15.9), uma agenda de trabalho em Poconé (a 100 km de Cuiabá) com foco na escuta ativa de gestores, professores e estudantes, e na mobilização para o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2025. A programação inclui visitas a escolas, seminário e diálogos com a comunidade escolar.

O primeiro compromisso foi realizado às 7h30, no Distrito de Cangas, na Escola Estadual Dom Francisco de Aquino Correa, onde técnicos da Seduc e da Diretoria Metropolitana de Educação (DME) ouviram a gestão escolar, coordenação pedagógica e estudantes sobre os desafios do dia a dia escolar.

Ainda no período da manhã, a programação prossegue em Poconé com o Seminário Alfabetiza MT, voltado ao fortalecimento das práticas de alfabetização, e um bate-papo sobre o programa EducAção 10 Anos.

À tarde, as visitas se estenderão às escolas estaduais Maria Helena de Araújo Bastos, Antônio João Ribeiro, Bacharel Ribeiro de Arruda, Frei Carlos Valette e Professor Eucaris Nunes Cunha Moraes, permitindo que a equipe da Seduc conheça de perto as necessidades de infraestrutura, formação de professores e apoio pedagógico de cada unidade.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, destaca que a escuta ativa é uma ferramenta estratégica para alinhar as políticas da rede às necessidades reais da comunidade escolar.

“Estar presente nas escolas, ouvir professores, coordenadores e estudantes de perto nos permite entender os desafios reais da educação e transformar essas demandas em políticas efetivas. A rede precisa sentir que faz parte desse processo e que suas necessidades são levadas em consideração”, disse o secretário.

De acordo com ele, o objetivo é levantar demandas, como a necessidade de reforço na formação continuada de professores, ampliação de materiais pedagógicos para o ensino de Língua Portuguesa e Matemática e melhorias na infraestrutura de laboratórios e espaços de convivência.

Também serão apresentadas sugestões para aprimorar os mecanismos de acompanhamento das aprendizagens, especialmente no contexto das avaliações externas como o Saeb.

As escutas também evidenciam o papel ativo dos estudantes, que compartilham suas expectativas em relação ao futuro escolar e participação em projetos de protagonismo juvenil, como o 2º Encontro Estadual dos Grêmios Estudantis e a 2ª Expo Estudantil – O futuro é agora, realizados em Cuiabá na última semana de agosto. Para o secretário, esse diálogo direto é fundamental.

“Quando o estudante é ouvido, ele se sente parte da solução e não apenas alvo de políticas públicas. Isso aumenta o engajamento e motiva a buscar melhores resultados”, completou.

Alan Porto ainda reforçou que essas ações têm impacto direto no desempenho do estado no Saeb 2025.

“O Saeb, mais do que uma prova, é uma oportunidade de avaliar onde estamos e onde queremos chegar. Cada encontro, cada escuta e cada ação formativa são passos para fortalecer a educação de Mato Grosso e alcançar resultados que reflitam o trabalho de toda a rede”.

Fonte: Governo MT – MT

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Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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