Sorriso
Prefeitos do Agro e lançamento da ZDA consolidam Sorriso entre as cidades mais influentes do agronegócio
Sorriso
O encontro colocou a cidade no centro das discussões sobre inovação, desenvolvimento e protagonismo no campo.
Sorriso mais uma vez confirmou sua vocação como Capital Nacional do Agronegócio ao sediar o encontro Prefeitos do Agro e o Congresso Prefeitos do Agro – Mulheres. A iniciativa da Prefeitura de Sorriso, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, em parceria com a consultoria Datagro, reuniu mais de 600 lideranças municipais, estaduais e nacionais.
Realizado na sexta-feira (12), o evento colocou a cidade no centro das discussões sobre inovação, desenvolvimento, sustentabilidade e protagonismo no campo, além de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do agronegócio.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, estiveram presentes e destacaram a força produtiva de Sorriso, reconhecido como uma das maiores produtoras de grãos do país, além da força da industrialização no Estado.
Na oportunidade, o prefeito Alei Fernandes e o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Paulo Lucion, lançaram a Zona de Desenvolvimento do Agronegócio (ZDA), iniciativa que promete ampliar a competitividade regional e atrair novos investimentos para toda a cadeia do agro.
Com a participação de prefeitos de diversos estados, o encontro se consolidou como espaço de troca de experiências e debates estratégicos. Para Sorriso, o destaque da ZDA reforça o papel do município como polo de integração produtiva, capaz de gerar novas oportunidades de negócios, empregos e maior valorização da produção agrícola local.
O prefeito Alei Fernandes destacou que o evento é mais que um encontro de lideranças: é uma vitrine nacional para mostrar a força de Sorriso no setor.
“Sorriso vive um momento histórico. Ao sediar o Prefeitos do Agro, mostramos ao Brasil que estamos preparados para avançar ainda mais com a implantação da ZDA, que será um divisor de águas para a nossa economia. E não podemos falar em desenvolvimento sem reconhecer a força das mulheres do agro, que cada vez mais ocupam espaços de liderança e trazem inovação para o setor. Esse encontro é a prova de que Sorriso está no centro das grandes decisões do agronegócio brasileiro”, afirmou Alei.
Entre as autoridades presentes estavam ainda o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Carlos Fávaro; a senadora Margareth Buzetti; o deputado estadual e presidente interino da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Carlos Avallone; além de Plínio Nastari, presidente da Datagro.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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