Sorriso
Sorriso apresenta potencial para Turismo de Aventura e Ecoturismo no 22º ABETA Summit
Sorriso
Município se destacou como único representante de Mato Grosso no estande estadual
Sorriso marcou presença no 22º Congresso ABETA Summit, que aconteceu de 03 a 06 de setembro em Caraguatatuba (SP), realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura e Ecoturismo, evento que reuniu dezenas de palestras, oficinas, capacitações e exposições de produtos e destinos turísticos. A participação do estado de Mato Grosso ocorreu por meio do estande coletivo, no qual Sorriso destacou seu potencial como destino turístico voltado ao Turismo Agro Sustentável, além de ações iniciais nos segmentos de Turismo de Aventura e Ecoturismo.
Durante o evento, o secretário-adjunto de Turismo, Nelson Eduardo Pereira da Costa realizou reuniões com operadoras de viagens, com o objetivo de divulgar as atrações de Sorriso, como trilhas em áreas verdes, trilhas aquáticas com caiaques, trilhas equestres, atividades náuticas, tirolesas, rafting, canoagem, cicloturismo, campismo, caravanismo, parapente e ecoturismo em geral. O município também anunciou o turismo sonoro, tema de pesquisa acadêmica realizada no Parque Ecológico.
Além das reuniões, a comitiva sorrisense participou de palestras e painéis estratégicos, incluindo:
- Turismo, Mudanças Climáticas e a COP30, com Jaqueline Gil;
- Turismo e o Poder Legislativo, mediado por Jaime Prado;
- Desenvolvendo Destinos de Natureza, com Bruno Leite Miranda;
- Turismo em Parques Naturais, mediado por Daniel Raimundo e Silva;
- Turismo Responsável, com Ana Duek;
- Desvendando Destinos: Rede Brasileira de Trilhas, com Camila Bassi Teixeira;
- Seminário Paulista de Trilhas, coordenado por Ana Clemente;
- 1º Encontro de Gestores de Destinos Turísticos de Natureza, organizado pela ANSEDITUR;
- Turismo de Observação de Vida Silvestre, mediado por Estêvão Carvalho;
- Como Financiar o Turismo Brasileiro de Natureza, com Fernando Henrique de Sousa (BID);
- Oficina sobre concepção e viabilidade de um Parque de Aventuras, com Franco Fodor;
- Qual o tamanho do mercado de turismo de aventura no Brasil?, com Diego Arelano;
- Roda de Prosa sobre Campismo e Caravanismo no Brasil, com Marcos Pivan;
- Palestra Inspira, com Marcelo Sando.
Para o secretário-adjunto Nelson Eduardo Pereira da Costa, “levar o nome de Sorriso para fora do estado é fundamental para mostrar ao país e ao mundo nossa cidade como destino turístico nacional. O evento nos permitiu apresentar nossas potencialidades, criar parcerias e fomentar novas oportunidades para o turismo local”.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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