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Goiânia recebe encontro nacional sobre confinamento bovino

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De 10 a 12 de setembro, Goiânia (capital de Goiás) será palco de um dos principais eventos dedicados à pecuária de corte no Brasil. O Feedlot Summit reunirá pecuaristas, técnicos e gestores em torno de debates sobre manejo, mercado e inovações em confinamento.

A programação foi organizada em quatro grandes eixos: mercado e previsões, inovações técnicas dentro da porteira, sustentabilidade e gestão de pessoas. A proposta é oferecer um panorama atualizado das tendências nacionais e internacionais, abordando desde custos de produção até estratégias de eficiência em sistemas intensivos.

Na parte econômica, o evento trará análises de mercado, cenários futuros para a arroba e perspectivas para os grãos que compõem a base da nutrição animal. No eixo técnico, ganham espaço temas como fertilidade de pastagens, manejo reprodutivo, avaliação de carcaça e estratégias nutricionais, além de protocolos sanitários voltados para recria e terminação.

O programa também abre espaço para experiências internacionais, com especialistas convidados da América do Norte e da África do Sul, trazendo comparativos sobre sistemas de confinamento em diferentes realidades produtivas.

A gestão de pessoas será outro destaque, com apresentações sobre liderança, uso de sensores e inteligência artificial para mensuração de indicadores, além de cases de empresas que atuam em larga escala no confinamento. O encerramento contará com uma palestra voltada para estratégias de adaptação e resiliência em sistemas de produção.

Serviço:

Evento: Feedlot Summit
Data: 10 a 12 de setembro
Local: Espaço Dois Ipês, Goiânia (GO)

Fonte: Pensar Agro

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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