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Polícia Civil prende irmãs que transportavam malas carregadas de entorpecentes em Cuiabá

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Duas irmãs que transportavam uma mala carregada de entorpecentes foram presas em flagrante pela Polícia Civil, na noite de domingo (31.8), em ação conjunta realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos com a Delegacia de Mirassol D’Oeste.

As irmãs foram autuadas em flagrante pelos crimes de tráfico interestadual de drogas e associação para o tráfico. As investigações apontam que as duas irmãs agiam como “mulas” do tráfico, ou seja, atuavam com transporte de entorpecentes entre diferentes Estados.

As investigações iniciaram iniciaram após uma equipe de Mirassol D’oeste receber informações sobre uma mala carregada de drogas do tipo “skunk”, conhecida como “supermaconha”, havia sido extraviada. A mala carregada com seis tabletes de entorpecentes foi apreendida com um terceiro de boa fé que encontrou a bagagem e acionou à Polícia.

Durante a apuração dos fatos, os policiais identificaram a passageira responsável pela bolsa e verificaram que ela vinha da cidade de Vilhena (RO) e já estaria em Cuiabá. As informações foram compartilhadas com a equipe da Denarc que imediatamente montou o cerco no terminal rodoviário.

Quando a suspeita se aproximou do guichê para efetuar a troca de sua mala e tentar resgatar da bagagem carregada de entorpecentes, recebeu a voz de prisão em flagrante dos policiais da Denarc.

Ao verificarem a lista de passageiros, os investigadores perceberam que a outra irmã estava no mesmo ônibus.

Diante dos fatos, os policiais se deslocaram ao hotel em que ambas as irmãs estavam hospedadas, ocasião em que encontraram outra mala carregada grande quantidade de entorpecentes, da mesma natureza da droga recuperada anteriormente.

Diante dos fatos, as duas irmãs foram conduzidas à Denarc, onde após serem interrogadas, foram autuadas em flagrante por tráfico interestadual de drogas e associação para o tráfico, sendo posteriormente encaminhadas para audiência de custódia à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil prende suspeito de matar mulher trans em Nova Mutum

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A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (22.6), um homem, de 35 anos, suspeito de feminicídio contra a mulher trans Betina Barros, 33 anos, encontrada morta no dia 03 de dezembro de 2025, em Nova Mutum.

O suspeito foi localizado e preso pela equipe da Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum em seu local de trabalho, um canteiro de obras na zona rural da cidade, e não resistiu à prisão. Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa em que o investigado está morando.

O crime

Betina foi contratada para um programa sexual, em uma plataforma digital, no fim da noite do dia 1º de dezembro de 2025, e depois disso não foi mais vista.

A irmã dela registrou um boletim de ocorrência na manhã do dia 03 de dezembro informando sobre o desaparecimento, assim como da motocicleta da vítima, uma Honda Biz 125 branca.

A Polícia Civil iniciou as buscas pela vítima e no mesmo dia, cerca de 9 horas depois, o corpo de Betina foi encontrado em uma região próxima a uma faculdade, em Nova Mutum, já em estado de decomposição. A perícia apontou que a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico provocado por projétil de arma de fogo.

A motocicleta da vítima foi localizada em uma estrada vicinal próxima ao corpo. Dentro do bagageiro do veículo, foi localizada a bolsa dela, com documentos, cartões e dinheiro. Apenas o celular de Betina foi levado.

“Os primeiros elementos apontaram que a vítima foi atraída para o local isolado sob o pretexto de um encontro profissional previamente ajustado por meio de plataformas digitais. O cenário do crime, meticulosamente examinado, apresentava características que permitiram descartar, de imediato, a hipótese de um latrocínio patrimonial clássico”, afirmou o delegado Jean Paulo Ferreira, responsável pela investigação.

Investigação

Após a localização do corpo, a equipe da Derf de Nova Mutum deu início às investigações do caso e localizou duas outras mulheres trans que haviam recebido mensagens de um mesmo número na noite do crime, no mesmo horário que a vítima foi contratada.

Segundo as testemunhas, o homem demonstrava urgência e insistia que o encontro acontecesse em um local isolado. Com medo, ambas negaram a realização do programa por questão da segurança. O local proposto batia com a cena do crime.

A Polícia Civil levantou o nome que o número utilizado para falar com as três mulheres estava registrado e chegou ao suspeito e seu endereço. O suspeito foi ouvido, mas alegou que esse número já não o pertencia. Como o número realmente estava desativado, ele foi liberado.

No entanto, as investigações continuaram e a equipe da Derf de Nova Mutum tentou intimá-lo para ser ouvido. Mas, ao chegar na casa, ele fugiu pelos fundos. Diante da evasão suspeita, os policiais entraram na casa e apreenderam um celular e uma caixa de arma vazia, que poderia ter relação com a usada no crime.

Em continuidade das investigações, foram localizadas câmeras que mostram o suspeito em situações suspeitas na madrugada do dia 02, momentos logo após o crime. Uma delas foi lavando exaustivamente os pneus de sua motocicleta, o que sugere a tentativa de eliminar resíduos de solo e vegetação da cena do crime.

No dia 04 ele também procurou uma empresa e pediu que seu celular fosse totalmente redefinido e ficasse “limpo e sem nada”, visando apagar evidências telemáticas que o vinculassem ao crime.

A investigação também chegou ao perfil do suspeito na plataforma utilizada para contratar o programa sexual, onde ele havia se cadastrado expressamente na categoria “mulher-trans”. Foi por meio desse site que ele contatou a vítima e as outras duas mulheres. Após o crime ele também tentou excluir o perfil na plataforma.

Prisão

Diante de todos os elementos encontrados, o delegado Jean Paulo Ferreira representou pelos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão domiciliar e pela autorização judicial para coleta de material genético do suspeito, que foram deferidos pela Justiça e cumpridos na manhã desta segunda-feira (22.06), em Nova Mutum.

As investigações continuam para apontar a motivação do crime.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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