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Corinthians e Palmeiras empatam em jogo movimentado na Neo Química Arena

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O último Derby do ano de 2025 entre Corinthians e Palmeiras terminou sem um vencedor, com um empate em 1 a 1 na Neo Química Arena, em partida válida pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. O clássico paulista foi marcado por momentos de emoção, um gol de pênalti e um gol contra que selaram o placar final.

A rede balançou primeiro para o lado alviverde, com Vitor Roque convertendo um pênalti aos 13 minutos do primeiro tempo. A vantagem palmeirense, contudo, durou pouco. Minutos depois, o Corinthians buscou o empate em uma jogada que culminou em um gol contra de Piquerez, deixando tudo igual no marcador antes do intervalo. A paridade se manteve até o apito final, encerrando o sétimo e último encontro entre os rivais na temporada.

Lances e Destaques da Partida

O jogo começou com o Palmeiras mais ativo nos primeiros minutos. Aos cinco, Vitor Roque já havia exigido uma grande defesa de Hugo Souza, que espalmou para escanteio uma finalização perigosa. Aos 11 minutos, o árbitro Ramon Abatti Abel assinalou o pênalti para o Palmeiras, após Charles cometer falta sobre Flaco López na área. Vitor Roque, com precisão, mandou a bola no canto direito, sem chance para o goleiro corintiano.

A resposta do Corinthians veio aos 26 minutos. Em uma cobrança de falta de Garro, Gustavo Henrique desviou de cabeça para o meio da área, e a bola, após desviar em Piquerez, encontrou o fundo das redes. O lance foi checado pelo VAR por um possível impedimento, mas a legalidade foi confirmada, para a festa da torcida alvinegra. O Corinthians ainda quase virou o placar aos 41 minutos, em jogada de Angileri que cruzou e viu a bola desviar na zaga, quase encontrando Gui Negão. O Palmeiras respondeu com Felipe Anderson, que driblou e finalizou com desvio.

No segundo tempo, o ritmo não diminuiu. Logo aos quatro minutos, Gui Negão armou boa jogada para Maycon, que finalizou por cima. Dois minutos depois, Garro arriscou de fora da área, defendido por Weverton. A chance mais clara da etapa final veio aos 12 minutos, quando Aníbal Moreno lançou Mauricio cara a cara com Hugo Souza, que fez uma defesa crucial no um contra um, garantindo o empate. Apesar das tentativas de ambos os lados, principalmente com arremates de fora da área do Palmeiras e uma boa postura defensiva do Corinthians, o placar não foi mais alterado.

Impacto na Classificação e Próximos Desafios

O empate não alterou significativamente as posições de Corinthians e Palmeiras na tabela do Brasileirão. O Corinthians, que buscava a segunda vitória consecutiva, permanece na 11ª colocação, agora com 26 pontos. Já o Palmeiras, que viu o Cruzeiro assumir a vice-liderança, manteve-se em terceiro lugar, somando 43 pontos, quatro a menos que o líder Flamengo.

Ambas as equipes agora terão uma pausa devido à Data FIFA. O Corinthians retorna aos gramados em 10 de setembro (quarta-feira), às 21h30 (de Brasília), para o jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil, contra o Athletico-PR, na Neo Química Arena. Pelo Brasileirão, o Timão enfrenta o Fluminense em 13 de setembro (sábado), às 21h, no Maracanã.

O Palmeiras, por sua vez, volta a campo também em 13 de setembro, para receber o Internacional às 18h30, no Allianz Parque, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em seguida, o Verdão terá um desafio internacional importante: o primeiro duelo das quartas de final da Libertadores contra o River Plate, em 17 de setembro, às 21h30, no Monumental de Nuñez.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 1 X 1 PALMEIRAS

Local: Neo Química Arena, em São Paulo (SP)
Data: 31/08/2025
Horário: às 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC)
Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)
VAR: Rafael Traci (SC)
Público: 44.969 pagantes (45.273 no total)
Renda: R$ 3.208.887,30
Cartões amarelos: Breno Bidon e Memphis (Corinthians); Bruno Fuchs, Abel Ferreira (técnico), Lucas Evangelista e Gustavo Gómez (Palmeiras)
GOLS: Piquerez (contra), aos 25’ do 1°T (Corinthians); Vitor Roque, aos 14’ do 1°T (Palmeiras)

CORINTHIANS: Hugo Souza; Charles (Ryan), André Ramalho, Gustavo Henrique e Angileri; Raniele (João Pedro Tchoca), Maycon (Vitinho), Breno Bidon e Rodrigo Garro (Cacá); Memphis Depay e Gui Negão (Talles Magno). Técnico: Dorival Júnior

PALMEIRAS: Weverton; Khellven, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Aníbal Moreno, Lucas Evangelista, Mauricio (Facundo Torres) e Felipe Anderson (Ramóns Sosa); Flaco López e Vitor Roque. Técnico: Abel Ferreira

Fonte: Esportes

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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