Cultura
Círio: Em Belém, o manto da Virgem de Nazaré está quase pronto
Cultura
O manto é um símbolo essencial do Círio. A criação precisa atender exigências específicas, refletir sobre o tema da festa, transmitir uma mensagem evangelizadora e reforçar a devoção à Virgem de Nazaré por meio de cores, adereços e símbolos cuidadosamente pensados.

O objetivo dos organizadores é obter um desenho que traduz o tema deste ano, a fé e a identidade do povo paraense. Cada detalhe carrega um significado especial.
A estilista e criadora do manto do Círio de 2025, Letícia Anassar, descreve a oportunidade: “Esse ano eu tive a oportunidade de participar da festa criando o cartaz do Círio e mais uma vez o manto que veste a imagem peregrina. Bom, dizer que é uma alegria e uma emoção enorme é óbvio, mas eu posso dizer que esse ano a alegria vem de um sentimento maior do que a emoção, ela vem do amor de servir.
O Círio de Nazaré 2025 já está em fase de finalização, o processo criativo começou em fevereiro e segundo estilista a peça até está praticamente pronta.
Cultura
Nova edição do projeto Cariri Cangaço começa nesta quinta
A cidade pernambucana de Betânia recebe mais uma edição do projeto Cariri Cangaço, desta vez no mês em que se relembra o Massacre de Angico, ocorrido em 28 de julho de 1938. Na ocasião, o bando de Lampião foi surpreendido e emboscado por tropas policiais na Grota do Angico, interior do estado de Sergipe, culminando com a morte do líder, de Maria Bonita e outros cangaceiros.

No evento, que começa nesta quinta-feira (16) e segue até o próximo sábado (18), entre os principais atrativos estão as visitas a locais históricos da cidade de Betânia ligados ao cangaço. Estão previstas visitas aos sítios Taboquinha, Saco dos Pequenos e Melância, à comunidade Jurema e ao Centro de Betânia, onde serão abordados acontecimentos ligados à trajetória de Lampião e outros personagens ligados ao movimento cangaceiro.
A abertura do projeto é nesta quinta-feira, às 18h, no Clube Oásis do Sertão, com entrega de comendas para familiares das Volantes, dos Cangaceiros e das vítimas do bando de Lampião. Além da exibição do curta-metragem Achei no Sertão, do fotógrafo Aldamir Júnior, o evento tem a apresentação do grupo de xaxado Os Navieiros, e palestra com o historiador e pesquisador Louro Teles, autor do livro A maior batalha de Lampião: Serra Grande e a invasão de Calumbi.
Outro destaque é o lançamento do livro Martírio no Cangaço da escritora e pesquisadora Luma Hollanda, que aborda a vida e a trágica morte da cangaceira Lídia e de sua relação com Zé Baiano, outro membro do bando de Lampião. Luma é membro da Academia Brasileira de Estudos do Sertão Nordestino e do Grupo Sergipano de Estudos do Cangaço.
Criado em 2009 pelo cearense Manoel Severo, o Seminário Cariri Cangaço nasceu em Paulo Afonso, na Bahia, durante as comemorações do Centenário de Maria Bonita. Ao longo dos anos se transformou em um evento itinerante de grande alcance, promovendo o debate, a pesquisa e o fortalecimento da história e da identidade cultural do sertão nordestino.
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