Mato Grosso
Escola Estadual Raio de Sol realiza feirinha de ervas medicinais e valoriza saberes populares
Mato Grosso
A Escola Estadual de Educação Especial Raio de Sol, localizada no bairro Grande Terceiro, em Cuiabá, realiza nesta quinta-feira (28.8), a partir das 07h, a sua tradicional feirinha de ervas medicinais. No local, o visitante poderá adquirir desde de mudas prontas para serem plantadas a temperos elaborados.
A horta medicinal da escola existe há mais de uma década e tem como objetivo promover o desenvolvimento e aprendizado crítico e reflexivo dos estudantes, divulgando e integrando os saberes e práticas da cultura popular tradicional presentes na medicina alternativa. Além disso, o projeto busca incentivar a responsabilidade e o compromisso no trabalho em equipe.
Com o cultivo de diversas plantas medicinais como hortelã, guaco, vick, orégano, menta, ora-ora-pro-nobis, tomilho, manjericão e alecrim, a escola promove a inserção de metodologias ativas e a reflexão de que não existe uma forma única de aprender, mas sim um processo contínuo em que todos são ativos.
O projeto conta com a participação de 152 estudantes da educação especial, sendo 124 deles da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
A horta da escola faz parte do Projeto Hortas Escolares da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), em parceria com a Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf-MT), que investe R$ 3 milhões em 300 projetos para cada ciclo, com cada escola selecionada recebendo R$ 10 mil para preparo do solo, cultivo e tratos culturais.
Objetivo é fortalecer a educação ambiental, promover o contato dos estudantes com a natureza, valorizar a agricultura familiar e a produção de alimentos orgânicos para consumo escolar e doação.
A coordenadora pedagógica e coordenadora do projeto Horta Medicinal, Valdite Heinzen, reforça que o projeto possibilita o aprendizado prático e interdisciplinar.
“Os estudantes da educação especial têm contato direto com conteúdo de ciências, biologia, meio ambiente e saúde, desenvolvendo habilidades como responsabilidade, cooperação e cuidado com a natureza”, avalia a coordenadora.
Essa prática, de acordo com ela, também valoriza saberes tradicionais, conectando teoria e prática no cotidiano escolar. Já no aspecto social, Valdite destaca que a horta medicinal fortalece os vínculos entre estudantes, professores, famílias e a comunidade local.
“A feirinha de plantas medicinais é também um espaço de convivência, incentivando práticas que impactam positivamente a qualidade de vida”, conclui Valdite Heinzen.
Horta premiada
Em 2023, a Raio de Sol foi finalista do Prêmio Escolas Sustentáveis com o projeto Horta Medicinal na Educação Especial. O prêmio, promovido pela Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e a Fundação Santillana, busca reconhecer e valorizar escolas comprometidas com a sustentabilidade. O projeto da escola foi selecionado na etapa nacional da categoria Ensino Fundamental, junto com outros 29 projetos de escolas de todas as regiões do país.
Serviço | Feirinha de Ervas Medicinais da EE Raio de Sol
Data: Quinta-feira (28.8), a partir das 07h
Local: Rua Tio Manso, s/n., bairro Grande Terceiro
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco
Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.
A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.
Quem pode acolher?
Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.
Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.
Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.
Experiência que transforma
De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.
No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.
Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.
Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”
Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
-
Entretenimento6 dias atrásBianca Rinaldi homenageia enteada em aniversário e celebra relação de carinho
-
Polícia Federal6 dias atrásCCJ da Câmara aprova proposta que busca otimizar reforço vacinal
-
Política6 dias atrás‘Copa do Judiciário’ expande campanha para 2o Grau de jurisdição e aproxima TJMT do Selo Diamante
-
Agricultura5 dias atrásPecuária reage a exigências da União Europeia e cobra autonomia sobre uso de medicamentos
-
Variedades6 dias atrásComissão aprova proposta com novas regras para placas de atendimento prioritário
-
Polícia6 dias atrásPolícia Civil cumpre mandado de regressão cautelar em Porto Alegre do Norte
-
Várzea Grande4 dias atrásSistema do MEC para monitoramento da frequência escolar abre período de atualização entre 15 de julho e 28 de agosto
-
Variedades5 dias atrásCâmara pode votar projeto que regulamenta uso de câmeras de reconhecimento facial
