Mato Grosso

Corpo de Bombeiros capacita militares para atendimento humanizado às mulheres vítimas de violência

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realiza neste mês de agosto uma capacitação voltada à preparação dos militares para o acolhimento de mulheres em situação de violência. O objetivo é garantir um atendimento mais humano, respeitoso e sensível às dores e vulnerabilidades dessas vítimas.

A formação será oferecida a todos os militares que atuam no serviço operacional, fortalecendo a qualificação dos profissionais para lidar com essas ocorrências de forma adequada. A capacitação está sendo realizada neste mês em alusão à campanha nacional Agosto Lilás, que visa conscientizar a população sobre a importância do enfrentamento à violência contra a mulher.

Segundo a tenente-coronel BM Karina Matos de Oliveira, presidente do Comitê de Gestão de Políticas Públicas para Mulheres do CBMMT, essa capacitação vai preparar os bombeiros para oferecer um atendimento que leve em consideração as necessidades específicas das mulheres vítimas de violência.

A ação está prevista no Procedimento Operacional Padrão (POP) da corporação, que orienta os militares sobre as melhores práticas no atendimento pré-hospitalar a essas vítimas. O protocolo inclui diretrizes para um acolhimento empático e suporte emocional, para além da atuação técnica.

“O POP traduz a preocupação institucional em promover uma escuta atenta, qualificada e pautada no respeito e no cuidado que essas mulheres necessitam em um momento tão delicado. Além disso, oferece respaldo ao militar, com diretrizes claras para conduzir o atendimento de forma adequada e segura”, explicou a tenente-coronel.

Ela destaca ainda que o procedimento busca prevenir a revitimização das mulheres, assegurando a preservação de sua dignidade física e emocional desde a chegada da equipe ao local da ocorrência até o encaminhamento à unidade de saúde.

“Muitas vezes, o bombeiro é o primeiro a chegar ao local. Nesse momento, ele se depara com uma mulher extremamente vulnerável, que, além de possíveis lesões físicas, carrega uma dor emocional profunda. A capacitação visa justamente preparar esses profissionais para que atuem com maior sensibilidade, cuidando não apenas dos ferimentos, mas também da integridade emocional e psicológica dessas vítimas durante todo o atendimento”, completou a tenente-coronel.

A partir dessa qualificação no atendimento, a corporação busca integrar o combate à violência, atuando em parceria com instituições de segurança pública e saúde para garantir proteção, acolhimento e encaminhamento adequados às vítimas, fortalecendo a rede de enfrentamento à violência contra a mulher no Estado.

Além do CBMMT, diversos órgãos e instituições públicas, acompanhados pela primeira-dama Virginia Mendes, vêm promovendo ações voltadas à proteção e ao acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Desembargadora compartilha reflexões sobre “Comunicação Não Violenta” com adolescentes

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Mulher de vestido verde discursa ao microfone para uma plateia de jovens sentados em cadeiras. Uma caixa de som preta está no chão em primeiro plano.A presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva ministrou, na manhã desta sexta-feira (7), a palestra “Comunicação Não Violenta” para adolescentes participantes do projeto “15 Anos Solidário: Realizando Sonhos, Construindo Cidadania”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Nossa Senhora do Livramento.

O encontro foi realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município e reuniu 47 adolescentes que completam 15 anos em 2026 e integram a quarta edição da iniciativa. O projeto tem como objetivo promover o desenvolvimento pessoal e social das adolescentes, fortalecer a autoestima, superar situações de vulnerabilidade e incentivar o protagonismo juvenil por meio de atividades realizadas ao longo do ano.

Durante a palestra, a desembargadora explicou que a Comunicação Não Violenta propõe um diálogo baseado em quatro pilares: observar sem julgar, reconhecer sentimentos, identificar necessidades e formular pedidos claros. Segundo a magistrada, essa prática ajuda a construir relações mais respeitosas e empáticas.

“É o terceiro ano que fomos convidados e tem sido muito prazeroso participar desse projeto. Queremos proporcionar a essas meninas um momento para pensar no futuro e acreditar nos próprios sonhos. A Comunicação Não Violenta é uma ferramenta que faz diferença na vida de qualquer ser humano, especialmente de quem está nos verdes anos da juventude”, afirmou.

Na sequência, as debutantes participaram de Círculos de Construção de Paz, com atividades voltadas ao autoconhecimento e à construção de projetos de vida. “Hoje o ser humano sente muito a falta de ser escutado. Uma das grandes bandeiras dos Círculos de Construção de Paz é justamente aprender a ouvir com atenção, respeito e foco na paz”, acrescentou a desembargadora.

Para a secretária municipal de Assistência Social, Elizabeth Oliveira, a presença da magistrada representa inspiração para as adolescentes. “Trazer a desembargadora Clarice para falar com essas meninas é muito significativo. Ela tem uma história de vida simples e hoje ocupa um espaço de destaque no Judiciário. Isso mostra às adolescentes que elas também podem sonhar e conquistar seus objetivos”, disse.

Foto em plano médio de uma jovem negra de cabelos cacheados curtos e óculos de grau, sorrindo suavemente. Ao fundo, uma cortina persiana azul.Participante do projeto, a estudante Thaiany Acosta, de 15 anos, contou que saiu do encontro mais confiante em relação ao futuro. “Foi muito gratificante e motivador. Quero lembrar desse momento lá na frente e usar isso como um degrau para alcançar meus sonhos. Pretendo ser advogada criminalista ou arquiteta paisagista e ajudar outras meninas a persistirem nos próprios sonhos”, comentou.
Já a estudante Geovana Ranyelly, também de 15 anos, ressaltou o aprendizado sobre diálogo e paciência. “A roda de conversa foi maravilhosa, nós conversamos muito. Também aprendi sobre comunicação não violenta, a ter um pouco mais de paciência, saber conversar e me comunicar, e isso me motiva muito. Meu sonho é fazer faculdade. Quero me formar em Agronomia ou ser uma grande empresária”, pontuou.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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