Mato Grosso
Ganha Tempo passa a ofertar serviços do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande
Mato Grosso
O Ganha Tempo do Cristo Rei, em Várzea Grande, passou a ofertar, nesta terça-feira (19.8), sete serviços do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG). O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 08h às 17h.
Os serviços ofertados e já disponíveis para toda a população são: alteração cadastral, emissão de segunda via de faturas, renegociação de débitos, reativação de cavalete, recebimento de reclamações e orientações gerais, além da solicitação de ligação de água e vistoria e análise de viabilidade.
Para o secretário de Planejamento e Gestão de Mato Grosso, Basílio Bezerra, a implementação do órgão em Várzea Grande representa um compromisso do Governo do Estado com a sociedade.
“Ser parceiro do município de Várzea Grande e do DAE, ajudando a atender as necessidades de 77 bairros, onde residem cerca de 145 mil mato-grossenses, como a grande região do Cristo Rei, é um privilégio para nós. Estamos aqui para abrir as portas e oferecer o melhor atendimento possível à população, com a dedicação, respeito e o compromisso de sempre”, destacou o secretário.
A adjunta de Serviços e Patrimônio da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Karol Martimiano, pontuou que a parceria é algo para somar.
“É uma grande felicidade poder contribuir com um novo canal de atendimento à população várzea-grandense. Aqui no Ganha Tempo, temos um atendimento de qualidade, com mais de 99% de satisfação, entre ‘excelente’, ‘bom’ e ‘ótimo’. Isso nos enche de orgulho, pois sabemos que cada cidadão atendido é um passo em direção a um serviço público mais eficiente e acessível”, explicou.
Crédito: Eliseu Vitório/Seplag-MT
O vice-prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli, que estava no lançamento da parceria, agradeceu ao Governo por proporcionar mais qualidade de vida à população com a implementação desse novo atendimento no bairro Cristo Rei.
“As pessoas não precisarão mais se deslocar até o centro da cidade para resolver questões como o pagamento de contas de água ou regularizar sua situação junto ao DAE. Tudo pode ser feito aqui, de forma prática e rápida. Esse tipo de serviço é uma grande facilidade e um conforto para quem precisa de agilidade. Não é apenas sobre resolver um problema, é sobre oferecer mais qualidade de vida e melhorar a experiência de cada cidadão”, pontuou.
O diretor-presidente do DAE, Zilmar Dias, explicou que a inclusão desses serviços no Ganha Tempo contribuirá com a arrecadação, além de trazer mais agilidade para a população.
“Essa implementação também contribui para um aumento na arrecadação, pois o DAE estava enfrentando um déficit devido ao fechamento da unidade anterior. Com o novo espaço, muito mais moderno e acessível, podemos oferecer um serviço mais eficiente e gerar mais recursos para melhorar ainda mais o atendimento à população”, finalizou.
As sete unidades do Ganha Tempo, nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Barra do Garças e Cáceres, disponibilizam em um único espaço um conjunto de serviços públicos, com a finalidade de prestar atendimento com padrão de qualidade e eficiência, facilitando o acesso do cidadão.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco
Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.
A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.
Quem pode acolher?
Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.
Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.
Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.
Experiência que transforma
De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.
No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.
Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.
Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”
Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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