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42 anos de FCDL-MT: uma trajetória de fortalecimento do comércio e desenvolvimento para Mato Grosso

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Há marcos na história que não podem passar despercebidos. A comemoração dos 42 anos da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL-MT) neste mês de agosto é um desses momentos que merecem reflexão e reconhecimento. Mais que uma data comemorativa, trata-se de uma oportunidade para resgatar a relevância de uma entidade que ajudou a moldar o presente e que continua a influenciar o futuro do comércio no Estado.

Desde sua fundação, a FCDL-MT se consolidou como porta-voz dos lojistas mato-grossenses, defendendo suas pautas, oferecendo suporte técnico e fomentando o associativismo como instrumento de desenvolvimento econômico e social. Não se trata apenas de fortalecer o setor varejista, mas de criar um ambiente saudável para o empreendedorismo, a inovação e a geração de empregos.

Ao longo dessas mais de quatro décadas, testemunhamos um Mato Grosso em constante transformação. De um estado essencialmente agrícola, passamos a ser referência em diversos setores, ampliando mercados e fortalecendo cidades-polo. Nesse processo, a FCDL-MT esteve presente, articulando-se junto ao poder público e à sociedade civil para garantir que o comércio local acompanhasse esse ritmo de crescimento.

É impossível não destacar a importância da Federação na capacitação de empresários e colaboradores, na modernização das Câmaras de Dirigentes Lojistas espalhadas pelo Estado e na difusão de tecnologias e soluções para um varejo mais competitivo. Cada ação representa um investimento na sustentabilidade dos negócios e na dignidade das famílias que deles dependem.

Celebrar 42 anos é, também, olhar para frente. O varejo enfrenta novos desafios: a digitalização acelerada, a mudança no comportamento do consumidor e a busca por práticas mais responsáveis e inclusivas. Mais uma vez, a FCDL-MT se coloca como parceira estratégica dos lojistas, oferecendo orientação e sendo ponte entre tradição e inovação.

Portanto, mais do que uma história escrita em números, a FCDL-MT representa histórias de vida, de superação e de conquistas coletivas. São 42 anos de uma entidade que não apenas defende o comércio, mas que se confunde com o próprio desenvolvimento de Mato Grosso. Que este aniversário seja inspiração para os próximos capítulos, reafirmando o compromisso com um comércio forte, ético e capaz de transformar realidades.

David Pintor – Presidente FCDL/MT

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.

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