Cultura
SP: Mostra Jaraguá Kunhangue Ouga’a está em cartaz no Museu do Futebol
Cultura
A história das jogadoras do Jaraguá, time indígena da etnia Guarani Mbya, está em destaque no Museu do Futebol, na capital paulista. A mostra celebra o futebol das mulheres da Terra Indígena Jaraguá, localizada na região noroeste da cidade de São Paulo.
Uma homenagem à luta, à alegria e à resistência das mulheres Guarani. Esse é o mote da exposição Jaraguá Kunhangue Ouga’a, que em guarani significa O jogo das mulheres do Jaraguá. A co-curadora da exposição, Maíra Valente conta que as fotos, os objetos e os relatos revelam o papel transformador do futebol na cultura e resistência dessas mulheres.

Quem visitar a mostra vai descobrir que a prática do futebol feminino na aldeia é importante para manter o modo de vida indígena no meio urbano paulistano. Vídeos documentam o bate bola e o cotidiano do grupo. As fotografias foram produzidas pelas próprias jogadoras guaranis.
A exposição entrelaça também elementos sobre a espiritualidade e práticas culturais das guaranis.
A luta pela demarcação do território como terra indígena também é abordada na exposição.
Toda a mostra é bilíngue, com textos, legendas em português e guarani, língua falada ativamente no território indígena do Jaraguá.
O jogo das mulheres do Jaraguá fica em cartaz no Museu do Futebol até 31 de agosto. A entrada é gratuita sempre às terças-feiras.
Cultura
Festival ressalta artes cênicas negras e afro-indígenas em São Luís
A capital do Maranhão será palco de encontros, espetáculos, performances, oficinas e experiências que celebram a potência das artes cênicas negras e afro-indígenas. São Luís recebe, a partir desta terça-feira(13) até o próximo sábado, o 1ª Festival de Artes Cênicas Pretas do Maranhão.

Além de artistas maranhenses, a programação – totalmente gratuita – é composta por artistas da Bahia, Ceará, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, que trazem para o palco diferentes linguagens.
A programação se concentra nos teatros Arthur Azevedo, Luiz Pazzini e o Teatro do Sesc – Napoleão Ewerton, além do Centro Cultural Vale Maranhão.
Durante os cinco dias de evento, os artistas usarão dança, teatro, performances e cenas curtas para levar ao público temas como ancestralidade, literatura negra, cultura popular e experiências sociais e culturais vivenciadas pela população preta.
A abertura acontece às 19h, no Teatro do Sesc Napoleão Ewerton, com a encenação do espetáculo Língua de Boi, da Cia Maranhense. Inspirado no grande mito da cultura maranhense, o grupo ressignifica o renascimento do boi e entrelaça os cinco estágios do luto aos cinco sotaques do Bumba Meu Boi para falar de dignidade, memória e resistência ancestral.
Outros destaques do Festival são os espetáculos A Flor do Mulungu, também do Maranhão; Cuidado com Nós e Parto Pavilhão, ambos de São Paulo; e Histórias da Terra, do grupo paranaense Baquetá.
Em paralelo, também estão previstas oficinas e apresentações em escolas públicas, acompanhadas de ações bate papo com os alunos.
A programação completa está disponível no perfil do evento no Instagram.
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