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SP: Mostra Jaraguá Kunhangue Ouga’a está em cartaz no Museu do Futebol

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A história das jogadoras do Jaraguá, time indígena da etnia Guarani Mbya, está em destaque no Museu do Futebol, na capital paulista. A mostra celebra o futebol das mulheres da Terra Indígena Jaraguá, localizada na região noroeste da cidade de São Paulo.

Uma homenagem à luta, à alegria e à resistência das mulheres Guarani. Esse é o mote da exposição Jaraguá Kunhangue Ouga’a, que em guarani significa O jogo das mulheres do Jaraguá. A co-curadora da exposição, Maíra Valente conta que as fotos, os objetos e os relatos revelam o papel transformador do futebol na cultura e resistência dessas mulheres.

Quem visitar a mostra vai descobrir que a prática do futebol feminino na aldeia é importante para manter o modo de vida indígena no meio urbano paulistano. Vídeos documentam o bate bola e o cotidiano do grupo. As fotografias foram produzidas pelas próprias jogadoras guaranis.

A exposição entrelaça também elementos sobre a espiritualidade e práticas culturais das guaranis.

A luta pela demarcação do território como terra indígena também é abordada na exposição.

Toda a mostra é bilíngue, com textos, legendas em português e guarani, língua falada ativamente no território indígena do Jaraguá.

O jogo das mulheres do Jaraguá fica em cartaz no Museu do Futebol até 31 de agosto. A entrada é gratuita sempre às terças-feiras.


Fonte: EBC Cultura

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Em Cachoeira (BA), Festa da Boa Morte começa nesta quinta-feira

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Começa nesta quinta-feira (13) e segue até a próxima segunda (17) a Festa da Boa Morte, realizada há mais de 200 anos na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. A tradição secular é celebrada somente por mulheres que fazem parte da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, reunindo missas, procissões, gastronomia e atividades culturais.

O administrador do centro cultural da Irmandade, Valmir dos Santos, explica como a organização tem trabalhado para preservar a tradição e receber cada vez mais visitantes na cidade histórica:

“As mulheres daqui preservam e salvaguardam isso com muito vigor. A gente sabe que não existe um livro, uma Bíblia, uma coisa para dar esse norte, para seguir, mas essa força ancestral, de uma passando para outra. E, depois, tiveram a inteligência de, já agora, no início do século XXI, criar um estatuto, justamente para salvaguardar esse processo.”

Segundo os historiadores, a Irmandade da Boa Morte surgiu a partir da união de mulheres que haviam sido escravizadas, com o objetivo de conseguir a alforria e facilitar a fuga de outros escravos. Desde então, as integrantes mantêm o legado das ancestrais, passando a tradição de mãe para filha e levando o espetáculo de devoção para as ruas da cidade, em uma homenagem a Nossa Senhora da Boa Morte.

A atual presidente da irmandade é Cleusa Maria Santana, que explica como é fazer parte da confraria e destaca o momento de maior emoção durante as celebrações:

“O momento mais importante para mim é o dia 15. É uma celebração de Nossa Senhora da Glória, na qual ela não morreu, foi uma dormição. E, no dia 15, ela é levada ao céu, a assunção da bem-aventurada Virgem Maria, a mãe de Jesus. A porta para a vitória da humanidade redimida, glória que alcançaremos acolhendo e vivendo a palavra de Deus.”

A programação completa, que segue até a próxima segunda-feira, pode ser conferida no perfil no Instagram @irmandadedaboamorte.oficial.




Fonte: EBC Cultura

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