Agricultura
Missão brasileira acompanha lavouras nos EUA para entender clima e mercado
Agricultura
Entre hoje e o dia 21, um grupo de representantes do setor agrícola do Brasil está nos Estados Unidos para uma missão especial que busca analisar, diretamente no campo, as condições das principais lavouras americanas de soja e milho. A iniciativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja – MT) tem como foco compreender como o clima, a tecnologia e o manejo das culturas impactam a produtividade e o mercado global de grãos.
Durante o período, os participantes visitam propriedades rurais, cooperativas e regiões agrícolas de destaque em estados tradicionais produtores, como Iowa, Illinois, Minnesota, Dakota do Norte e Kansas. Essas áreas são reconhecidas mundialmente pela sua importância na produção de soja e milho, produtos que têm papel fundamental no comércio internacional.
A missão envolve técnicos, especialistas e produtores brasileiros, que acompanham in loco o desenvolvimento das culturas para comparar as práticas agrícolas dos EUA com as adotadas no Brasil. Além disso, o grupo observa o comportamento do clima e seu efeito nas lavouras, com o objetivo de extrair lições que possam ser aplicadas para melhorar a produtividade e o manejo das safras brasileiras.
O projeto também busca compartilhar essas informações com um público mais amplo, incluindo outros produtores, estudantes e profissionais do agronegócio, por meio da transmissão de entrevistas, reportagens e análises feitas diretamente do campo americano. Essa divulgação é feita diariamente pelas redes sociais e portais especializados, aproximando o público brasileiro das tendências e desafios do cinturão agrícola norte-americano.
Com essa experiência, o setor agrícola brasileiro espera obter subsídios para tomar decisões mais informadas, ajustar práticas de manejo e planejar melhor as safras diante das variações climáticas e das demandas do mercado global.
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Câmara aprova Medida Provisória que endurece fiscalização e regras do frete rodoviário
O transporte rodoviário de cargas responde por cerca de 70% de toda a movimentação de mercadorias no Brasil e concentra mais de 80% do escoamento da produção do agronegócio, o que coloca o setor no centro das discussões sobre custos logísticos e competitividade no País. Nesse contexto, a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 1.343/2026, que endurece a fiscalização e amplia as punições para o descumprimento do piso mínimo do frete rodoviário.
O texto segue agora para o Senado e precisa ser analisado até julho para não perder a validade. A principal mudança é o aumento do rigor sobre contratantes que pagarem abaixo da tabela oficial, com multas que podem variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão em casos de reincidência.
A proposta também altera a metodologia de cálculo do piso do frete. Além de diesel e pedágios, passam a compor a fórmula custos como depreciação do veículo, seguros, insumos operacionais, tipo de carga, configuração do caminhão e tempo de carga e descarga. A atualização continua atrelada ao preço do diesel, com gatilho sempre que houver variação superior a 5%.
Na fiscalização, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) amplia sua capacidade de atuação. Empresas reincidentes poderão ter o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) suspenso e, em casos extremos, cancelado por até dois anos.
O uso obrigatório do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) em todas as operações remuneradas também reforça o controle sobre pagamentos e o cumprimento do piso mínimo.
O relatório aprovado pela Câmara incorporou ainda dispositivos que não estavam no texto original, como a anistia de multas aplicadas a transportadores envolvidos nos bloqueios de rodovias após as eleições de 2022 e a conversão de autuações anteriores em advertência em casos sem comprovação de fraude.
O texto também muda regras de fiscalização de peso, ampliando de 50 para 74 toneladas o limite de tolerância em determinadas situações, e autoriza o uso do cronotacógrafo como prova em autuações por excesso de velocidade.
No campo contratual, a proposta permite reservar até 30% das contratações federais de transporte para Transportadores Autônomos de Cargas (TACs). Também estabelece piso salarial de R$ 5 mil para motoristas de longa distância.
A aprovação ocorre em um momento de pressão sobre o setor de logística, marcado por altos custos operacionais, disputas em torno da remuneração do frete e aumento da demanda por fiscalização, especialmente em períodos de safra, quando o agronegócio intensifica fortemente o volume de cargas nas rodovias.
Agora, o texto segue para o Senado e precisa ser votado até julho para não perder a validade da medida provisória. Caso aprovado sem alterações, será encaminhado para sanção presidencial e passará a integrar o conjunto de regras que regula o piso mínimo do frete rodoviário no país.
Fonte: Pensar Agro
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