Mato Grosso
Seduc apoia projeto itinerante que leva arte e sustentabilidade a cidades de Mato Grosso
Mato Grosso
Entre 11 e 30 de agosto de 2025, a rede de educação pública de Mato Grosso receberá o Festival ODS das Artes – Caminhão ODS, um projeto itinerante que une arte e cultura para conscientizar a população sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
A iniciativa é realizada pelo Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura, e pela Ecotransforma Produções Artísticas, tem apoio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT). Com patrocínio do Rabobank, o projeto percorrerá Cuiabá, Lucas do Rio Verde e Rondonópolis, levando ações para praças públicas e atividades culturais para escolas.
Com forte impacto na comunidade, o projeto busca atender cerca de 14 mil pessoas durante o festival, oferecendo serviços à população, atendimentos básicos de saúde, atividades culturais, entre outras ações. Nas escolas, cerca de 500 crianças participarão de oficinas de artes plásticas, enquanto 500 adolescentes e jovens terão acesso a oficinas de fotografia digital.
Além disso, mais de 5 mil crianças assistirão a um espetáculo de artes cênicas chamado “O Jardim Mágico dos ODS” é uma peça teatral lúdica que transporta o público para um mundo encantado onde cada personagem representa um ODS específico. Através de diálogos divertidos, música e dança, a peça explora os desafios e soluções para alcançar um futuro sustentável, envolvendo o público de forma interativa.
Levando cultura também para a população, um caminhão adaptado se transforma num espaço interativo, ocupando locais públicos com estações de atividades. A programação inclui uma exposição fotográfica sobre os ODS e uma mostra de filmes e documentários sobre sustentabilidade.
Interação local com impacto global
A interação com a comunidade também será reforçada por meio de talks sobre os ODS e ações no Palco ODS, promovendo debates com especialistas e lideranças locais.
Além disso, a população terá acesso a serviços em 13 tendas que oferecem serviços e atividades gratuitas, nas quais o público tem à disposição atendimentos básicos de saúde, aberturas de MEIs, mentoria para pequenos empreendedores, oficinas de culinária sustentável, oficinas de brinquedos com materiais recicláveis, entre outras ações alinhadas aos ODS, especialmente os ODS 4 (Educação de Qualidade), 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), 10 (Redução das Desigualdades) e 17 (Parcerias e Meios de Implementação).
Acessibilidade e democratização do conhecimento
Para garantir a inclusão de todos os públicos, o projeto contará com infraestrutura acessível, incluindo rampas, corrimãos, piso tátil, intérprete de Libras, monitores especializados e materiais em braile. Além das atividades presenciais, o projeto também investe na democratização do conhecimento, disponibilizando gratuitamente a gravação dos espetáculos, aulas virtuais das oficinas e os materiais audiovisuais apresentados nas mostras de cinema e exposições.
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são uma agenda global estabelecida pela ONU composta por 17 metas interligadas que buscam acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente, promover a igualdade e assegurar a prosperidade até 2030.
Como signatária do Pacto Global da ONU, a NTICS Projetos realiza iniciativas culturais, educacionais e sociais alinhadas aos ODS, utilizando arte, tecnologia e comunicação para promover inclusão, cidadania e conscientização socioambiental, estimulando mudanças efetivas e sustentáveis nas comunidades onde atua.
Cronograma
CUIABÁ
11/8 – EMEB Ranulpho Paes de Barros
12/8 – EMEB Orlando Nigro
13/8 – EMEB Ministro Marcos Freire
14/8 – EMEB Aristotelino Alves
15/8 – EMEB Antonia Tita Maciel
16/8 – Ações abertas ao público no Pantanal Shopping: Av. Historiador Rubens de Mendonça, 3300, das 16h às 22h
LUCAS DO RIO VERDE
18/8 – Escola Municipal Olavo Bilac
19/8 – Escola Municipal Cecília Meireles
20/8 – Escola Municipal Menino Deus
23/8 – Sábado | Ações abertas ao público na Praça Florais dos Buritis: Av. Copacabana s/n, das 16h às 21h
RONDONÓPOLIS
25/8 – EE Silvestre Gomes Jardim
26/8 – EE Lucas Pacheco de Camargo
27/8 – EE Adolfo Augusto de Moraes
28/8 – EE José Salmen Hanze
29/8 – EE Professora Stela Maris Valeriano da Silva
30/8 – Sábado | Ações abertas ao público na Praça Pôr do Sol: Av. Dom Bosco – Res. Sítio Farias, das 16h às 21h
TALKS
O papel das empresas na Agenda 2030
Cuiabá – 15/8 – Centro SEBRAE de Sustentabilidade: R. Cinco, 144 – Centro Político Administrativo, das 9h às 11h
Lucas do Rio Verde – 21/8 – Auditório | Paço Municipal: Av. América do Sul, 2500 S, das 8h às 10h
Rondonópolis – 29/8 – Auditório da UFR: Av. dos Estudantes, 5055, das 9h às 11h
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
TJMT e TVCA promovem fórum “Destinos Roubados: a epidemia do feminicídio”
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a TV Centro América (TVCA), realizou nesta sexta-feira (29), em Cuiabá, o fórum “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”. O evento ocorreu no auditório da emissora e reuniu representantes do sistema de Justiça, forças de segurança, instituições públicas e especialistas para discutir ações de enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso.
O encontro integrou o encerramento do projeto jornalístico especial “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”, série documental composta por cinco reportagens sobre violência doméstica, feminicídio e os impactos sociais provocados por esse tipo de crime. O trabalho foi dirigido pela jornalista Ariane Locatelli.
Representando o TJMT no fórum, participaram dos debates os magistrados da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, juiz titular Marcos Agostinho Terêncio e a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.
Rede de enfrentamento e prevenção
Durante o encontro, foram discutidos os principais desafios da rede de enfrentamento à violência doméstica, o acolhimento às vítimas, medidas de prevenção, atendimento aos órfãos do feminicídio e a integração entre as instituições.
A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa destacou que o fórum reuniu toda a rede de enfrentamento para refletir e, ao final, elaborar uma carta de compromissos com o objetivo de modificar a realidade da violência contra a mulher no estado.
Para ela, o fortalecimento das redes é fundamental para ampliar a proteção às vítimas. “Sozinho ninguém consegue resolver o problema da violência doméstica. Hoje, dos 142 municípios de Mato Grosso, 123 já possuem redes de enfrentamento instaladas. Esse é um espaço para fortalecer vínculos, promover maior engajamento e qualificar o atendimento prestado às mulheres”, ressaltou.
A magistrada também enfatizou a importância de ações preventivas e do trabalho voltado aos autores de violência doméstica. “Não adianta tratar apenas das mulheres. É preciso trabalhar também com o autor da violência. O homem que participa dos grupos reflexivos dificilmente volta a delinquir”, explicou.
Ana Graziela destacou ainda iniciativas desenvolvidas pelo Poder Judiciário e parceiros, como o projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, palestras sobre a Lei Maria da Penha nas escolas e capacitações realizadas com professores da rede pública. “Precisamos trabalhar desde cedo com as crianças e adolescentes para construir relações pautadas no respeito e impedir que novos casos de violência cheguem ao sistema”, concluiu.
Responsabilização e conscientização
O juiz Marcos Terêncio destacou que o enfrentamento à violência doméstica passa pela responsabilização dos agressores, mas também por ações de conscientização e transformação de comportamento.
O debate conduzido por ele no fórum abordou “a responsabilidade penal dos agressores, tanto pela punição propriamente dita, quanto pelos sistemas de autorresponsabilização”. Ele citou os Grupos Reflexivos para homens, desenvolvidos pelo Judiciário.
“A intenção é diminuir a reincidência, demonstrando, de um lado, que a punição é certa e célere e, de outro, fazer com que esses homens reflitam sobre a violência, o machismo enraizado e os impactos causados às vítimas e às próprias famílias”, afirmou.
O magistrado também ressaltou a importância da abordagem adotada durante a série exibida pela emissora. “As narrativas são dramáticas, mas não sensacionalistas. O protagonismo é da mulher. O agressor não deve ser o protagonista da história, mas precisa reconhecer o seu papel e compreender o que a violência causa para todos ao seu redor”, completou.
Parceria institucional
Para o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa, o enfrentamento à violência contra a mulher exige mobilização permanente da sociedade e atuação conjunta das instituições.
De acordo com ele, a parceria com o TJMT fortalece o debate e amplia a capacidade de mobilização social. “A Justiça é fundamental nesse processo. A melhor parceria possível é ter o TJ encabeçando a organização desse evento e trazendo outros players para essa discussão. É assim que vamos transformando a sociedade, mudando pensamentos e garantindo mais segurança para as mulheres, principalmente por meio da educação”, destacou.
Do luto à luta
Alenir Gomes da Silva, mãe de uma vítima de feminicídio, participou da série documental. Aline tinha 20 anos e um filho de quatro anos quando foi morta pelo marido, em 2020.
“Ela tentava sair da relação, mas não conseguia. Muitas coisas ela não contava porque tinha medo dele. Eu tentei registrar boletim de ocorrência, mas naquela época diziam que quem precisava denunciar era a vítima”, relembrou.
Ao defender a importância de dar visibilidade aos casos de violência doméstica, Alenir explicou que decidiu participar da série para conscientizar outras mulheres e famílias. “Enquanto eu continuar falando, divulgando, alguém vai cair na real e perceber os sinais. É importante que ninguém esqueça.”
Ela também ressaltou a necessidade de investir em educação e prevenção desde a infância. “Tem que começar cedo, na escola, conscientizando meninos e meninas sobre respeito e sobre como a violência começa”, disse.
Carta de Compromisso Institucional
Ao final do fórum, as instituições participantes construíram uma Carta de Compromisso Institucional com propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate ao feminicídio no estado, que somente neste ano já registrou 18 feminicídios, deixando órfãs 22 crianças e adolescentes, além de 79 tentativas de feminicídio.
Série disponível no Globoplay
Os episódios da série “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio” estão disponíveis no aplicativo Globoplay, com as edições exibidas entre os dias 25 e 29 de maio no telejornal Bom Dia MT.
Autor: Marcia Marafon
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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