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Escola Estadual Enawenê-Nawê cria o seu primeiro Grêmio Estudantil

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) implantou, nesta sexta-feira, 1º de agosto, o 508º Grêmio Estudantil da Rede Estadual de Ensino, que conta com 628 escolas nos 142 municípios de Mato Grosso.

A mais nova organização foi criada na Escola Estadual Indígena Enawenê-Nawê, que fica na aldeia Dolowikwa Kotakowinakwa, distante 200 quilômetros da cidade de Juína.

Com 540 alunos matriculados no Ensino Fundamental e Médio, e capacidade para 1.440 estudantes, a escola se torna um espaço de debate e ação. O grêmio representa uma ferramenta essencial para que os jovens indígenas exerçam sua voz, discutam suas necessidades e participem ativamente da vida escolar.

O secretário de Educação, Alan Porto, destacou que a criação do grêmio na Enawenê-Nawê demonstra o compromisso do Estado em promover a inclusão e o empoderamento estudantil em diferentes contextos socioculturais.

“A iniciativa é um passo importante para garantir que as vozes dos estudantes indígenas sejam ouvidas e suas demandas atendidas, construindo uma educação mais representativa”, completa o secretário.

Outro ponto positivo, segundo Alan é que, por meio do grêmio, os estudantes indígenas terão a oportunidade de interagirem com alunos não índios de outras escolas. “Por meio do grêmio, eles poderão trocar experiências e fortalecer os laços entre estudantes, falou.

E se a escola Enawenê-Nawê reconhece esse marco importante, para um dos líderes da aldeia, Yokwari Assassanikwa Enawenê, a novidade é motivo de festa. “A Seduc atendeu nossa demanda nos entregando uma estrutura novinha e criando o grêmio estudantil. Estamos trabalhando juntos por uma educação cada vez melhor para o nosso povo, que está em festa”.

O professor Okoxiroli Kayowekase Enawenê também ressaltou a criação do grêmio. De acordo com ele, o benefício não é apenas para os alunos, mas também para toda a comunidade escolar. Ele lembra que a articulação dos estudantes beneficia a escola como um todo. “Hoje temos todas as condições para ensinar, aprender com qualidade e nos organizar enquanto comunidade”, disse.

O jovem indígena de 15 anos, Xalokwa Kohasehowaili, se tornou o primeiro presidente do grêmio e já tem uma missão importante pela frente: organizar a sua comunidade para participar do 2º Congresso Estadual dos Grêmios Estudantis, agendado para 25 de agosto, na Capital. O que, segundo ele, será um grande desafio. “Começamos a nossa associação participando do evento estudantil mais importante desse ano. Temos a certeza de nossas vozes serão ouvidas”.

O coordenador do projeto de fortalecimento dos grêmios estudantis da Seduc, Matheus Silva, foi pessoalmente a aldeia implantar o grêmio. Ele destacou a ampliação das organizações, garantindo que jovens indígenas tenham espaço para exercer liderança, cidadania e desenvolver projetos que dialoguem com sua realidade.

Os próximos passos, conta Matheus, será expandir ainda mais essa atuação para mais comunidades indígenas e quilombolas, com respeito às culturas e tradições locais. “Estamos capacitando as lideranças juvenis para fortalecer a gestão dos grêmios, além do incentivo a ações conjuntas com as comunidades, sempre respeitando especificidades culturais, linguísticas e sociais”.

A Rede Estadual de Ensino já conta com grêmios instalados em outras duas escolas indígenas, a Jula Pare, em Barra do Bugres, e a Pirineus de Souza, em Comodoro.

Fonte: Governo MT – MT

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Capacitação aborda atuação da Psicologia e do Serviço Social no enfrentamento à violência doméstica

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Duas mulheres palestram à frente de uma plateia sentada. À esquerda, uma delas fala ao microfone diante de uma tela de projeção; ao lado, outra observa em frente a um banner da CEMULHER.A atuação integrada da Psicologia e do Serviço Social no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher foi debatida em capacitação realizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) na tarde desta quinta-feira (16). A atividade teve como público-alvo integrantes das equipes multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Promovido por meio da Escola do Servidor e da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), o encontro reúne, entre os dias 15 e 17 de julho, assistentes sociais, psicólogos, profissionais de saúde e da área jurídica para discutir formas de qualificar o atendimento à mulher em situação de violência.

A palestra foi conduzida pela assistente social Bruna Woinorvski de Miranda e pela psicóloga Maristela Sobral Cortinhas, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). As palestrantes abordaram questões como as raízes históricas e sociais da violência contra a mulher e passaram orientações sobre a elaboração de estudos, laudos, relatórios, pareceres, declarações e outros documentos produzidos pelas equipes multidisciplinares.

Mulher de óculos e vestido estampado fala ao microfone, segurando um passador de slides. Ela palestra diante de uma plateia, cujas cabeças aparecem desfocadas em primeiro plano. Fundo branco.Ao tratar da contribuição do Serviço Social, Bruna Woinorvski destacou a importância de uma atuação articulada entre diferentes instituições e políticas públicas. Segundo ela, compreender as múltiplas formas de manifestação da violência é fundamental para identificar situações de risco, acolher as mulheres de forma humanizada e garantir a efetivação dos direitos previstos em lei.

“As expressões de violência contra a mulher acabam se manifestando de diversas formas no contexto doméstico e familiar, nas relações íntimas de afeto. E esse é o maior desafio profissional. É preciso acompanhar essas formas de expressões, estar preparado para identificá-las, e assim acolher e fazer um atendimento humanizado às mulheres que necessitam”, apontou.

Mulher de óculos e cabelos grisalhos longos fala ao microfone. Ela veste camisa branca com bordados no ombro e colar claro. Ao fundo, um banner vermelho onde se lê A psicóloga Maristela Sobral ressaltou que a violência doméstica exige um olhar amplo e sensível por parte dos profissionais. Durante a palestra, ela explicou como a psicologia atua na avaliação das situações vividas pelas mulheres, na elaboração de documentos técnicos e na articulação com a rede de proteção, considerando também aspectos sociais, culturais, econômicos e familiares que influenciam cada caso.

“Abordamos, na verdade, toda a complexidade desse tema, que é a violência doméstica e familiar contra a mulher. Precisamos compreender o que fez a mulher denunciar, solicitar medida protetiva, o que faz ela pedir a revogação da medida e até mesmo a situação daquela mulher que está em um contexto de violência, mas não denuncia”, explicou a psicóloga.

Para as especialistas, momentos de formação como esse fortalecem a atuação das equipes multidisciplinares e contribuem para a troca de experiências entre profissionais que enfrentam desafios semelhantes. A iniciativa busca aprimorar o atendimento prestado às mulheres, crianças e famílias impactadas pela violência doméstica.

“A atuação das equipes multidisciplinares demanda esse conhecimento constante, não só das expressões da violência, mas dos contextos técnicos e normativos também. Eles mudam constantemente. Então, momentos de formação como esses são essenciais para que as equipes se sintam mais capacitadas para abordar essas situações”, completou Bruna Woinorvski.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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