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Seduc lança editais para dois novos colégios estaduais integrados em Várzea Grande

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) destinou para a cidade de Várzea Grande dois novos colégios estaduais integrados, nos bairros Jardim Glória e São Simão. O investimento será de R$ 46 milhões e os editais de concorrência já foram publicados no Diário Oficial.

Cada CEI terá 24 salas de aula, 14 ambientes administrativos e educacionais, quadra poliesportiva com vestiários e piscina semiolímpica. O novo colégio terá capacidade para atender até 1.700 alunos, com turmas do Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Os novos CEIs também terão Chromebooks para os estudantes, sala de aula com Smart TV e internet banda larga, ambiente climatizado, laboratórios, biblioteca e espaço de integração comunitária com atividades sociais e esportivas aos finais de semana por meio do programa Escola da Família.

Várzea Grande já conta com o Colégio Estadual Integrado Miguel Baracat, no bairro São Matheus, que foi entregue em novembro de 2024 e recebeu investimento de R$ 21 milhões na sua construção. Todas as unidades CEI têm o mesmo padrão de construção e de capacidade de alunos matriculados.

O secretário de Educação, Alan Porto, reforça que a Seduc também está encaminhando a licitação de outros quatro colégios Estaduais Integrados para a cidade. “No total, serão sete CEIs entregues até meados de 2026, com um investimento superior a R$ 157 milhões”, adiantou.

Os bairros que também serão contemplados são o Novo Mundo, Jardim dos Estados, Jardim Primavera (EE Maria da Cunha Bruno) e o Centro da cidade (EE Fernando Leite de Campos).

Alan Porto analisa que a rede estadual de ensino em Várzea Grande terá à disposição da comunidade estudantil, apenas com os sete CEIs, cerca de 12 mil novas vagas.

“Temos no município 36 escolas e 26.807 alunos matriculados. A grande maioria são escolas novas ou reformadas e ampliadas, como a Ernandi Baracat, José Leite de Moraes, José Mendes Martins, Salim Nadaf, Manoel Gomes e a escola Maria Macedo Rodrigues, que recebeu uma quadra poliesportiva”, explicou ele.

Fonte: Governo MT – MT

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Como fundações privadas impulsionam o desenvolvimento humano?

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Se o Estado não alcança e nem o mercado se interessa, quem assume a responsabilidade pelo futuro? A pergunta não é apenas retórica, mas o ponto de partida para compreendermos o papel da sociedade civil organizada na contemporaneidade, afinal, como bem observa o pensador Jean-Jacques Chevallier, o chamado “Estado Pós-Moderno” é aquele que reconhece suas limitações e admite que os problemas de massa não podem mais ser resolvidos exclusivamente pelo aparato governamental. Nesse novo paradigma, é que proponho uma reflexão sobre o papel do chamado Terceiro Setor e principalmente das fundações privadas.Segundo a nossa legislação, as fundações, embora entidades privadas, desempenham atividades de relevância pública e social que sustentam os pilares de uma nação: educação, saúde, proteção do meio ambiente, assistência social, defesa da ética, cidadania e fomento à pesquisa.É preciso em um primeiro momento desmistificar a ideia de que fundações privadas existem apenas para a filantropia e o assistencialismo paliativo. Embora esse tipo de apoio imediato seja vital, deve-se avançar para compreendê-las como peças chaves que ocupam espaço estratégico muito maior no Terceiro Setor. Elas operam onde o Estado se mostra lento e onde a economia de mercado não encontra incentivos financeiros. Ao atuar nessas “zonas de sombra”, as fundações tornam-se o braço executor do Investimento Social Privado e da agenda de ESG (Environmental, Social and Governance) — pilar central do capitalismo consciente, onde o sucesso corporativo está intrinsecamente ligado à promoção de um ambiente socialmente desenvolvido.Mas isso não esgota o tema. Um dos pontos mais desconhecidos pelo público é a capacidade operacional dessas entidades. Uma fundação privada pode exercer atividades econômicas comuns, produzindo bens ou prestando serviços. A grande diferença não reside na forma de arrecadação, mas no destino do capital. Diferente de uma empresa comercial, o superávit de uma fundação é obrigatoriamente reinvestido em suas finalidades altruístas. É a eficiência da gestão privada sendo integralmente convertida em benefício público, permitindo que a própria sociedade gere recursos para financiar sua evolução. Dessa forma, as fundações podem ocupar uma posição estratégica dentro de uma política desenvolvimentista, atuando como núcleos de inovação e execução que aceleram o progresso nacional de forma sustentável e responsável.Por isso que a importância das fundações privadas está diretamente ligada ao fortalecimento de uma pauta de desenvolvimento nacional que não dependa apenas do governo de turno. O envolvimento nessas instituições é, em última análise, uma forma poderosa de cidadania ativa e de participação política, permitindo que o indivíduo ou a empresa influenciem diretamente o interesse público e coletivo sem depender de estruturas partidárias.Este setor fundamental precisa ser melhor compreendido para que possa ser ampliado. Por isso quero deixar neste texto uma mensagem para o leitor sentir-se devidamente convocado: conhecer melhor o funcionamento das fundações privadas, entender seu impacto e, quem sabe, tornar-se o instituidor de uma nova iniciativa. Transformar o Brasil exige mais do que votos; exige a coragem de organizar a sociedade para resolver, por conta própria, os desafios que o futuro nos impõe.*Renee do Ó Souza é promotor de Justiça em Mato Grosso, titular da Promotoria de Velamento de Fundações em Cuiabá e Várzea Grande, doutorando e Mestre em Direito e professor e autor de direito.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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