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Hospital Regional de Sinop já realizou 2,3 mil procedimentos cirúrgicos

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O Hospital Regional de Sinop, gerido pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES), realizou 2.342 procedimentos cirúrgicos no primeiro semestre de 2025. A unidade realizou, em média, 390 procedimentos por mês. Além disso, foram realizadas 1.860 consultas ambulatoriais de diversas especialidades por mês.

Em comparação ao primeiro semestre de 2019, em que foram realizados 1.491 procedimentos, o aumento é de mais de 50% em cirurgias realizadas na unidade.

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, destacou que a unidade é uma referência para a população da região ao proporcionar atendimento de qualidade para os cidadãos. “O Hospital Regional de Sinop é referência para os moradores da região Teles Pires e realiza diversos procedimentos com qualidade e eficiência, além de contar com mais de 90% de sua estrutura modernizada, para melhor atender à população”, afirmou.

O Hospital Regional realiza, desde 2022, atendimentos e procedimentos na especialidade de oftalmologia e, no primeiro semestre de 2025, foram agendadas 980 consultas de pacientes de 47 municípios diferentes, conforme dados do Cartão SUS. Neste mesmo período, foram realizadas 72 cirurgias eletivas, de pacientes de 10 municípios.

A unidade também atende nas especialidades de neurocirurgia, cirurgia vascular, UTI/UCI Pediátrica, UTI Adulto, Oftalmologia, Anestesiologia, Clínica Médica, Emergência, Cardiologia, Neurologia e Cuidados Paliativos, tanto média, quanto em e alta complexidade.

O hospital possui 4 salas cirúrgicas, 28 leitos exclusivamente ortopédicos e outros 18 leitos voltados para procedimentos cirúrgicos gerais.

“Os resultados alcançados neste primeiro semestre refletem o fortalecimento da capacidade de atendimentos do Hospital Regional de Sinop. Importante destacar também que o alcance desses números é graças ao empenho de muitos atores, sejam eles enfermeiros, médicos, farmacêuticos e todos os demais. Seguimos empenhados em garantir a prestação de serviços com qualidade, eficiência e de forma humanizada”, concluiu o diretor da unidade, Jean Carlos Alencar.

*Sob a supervisão de Ana Lazarini

Fonte: Governo MT – MT

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Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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